segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dancing in the rain: sapateia candangada!

Por Nat Valarini

Se praia de paulista é o Ibirapuera, o candango tem o seu point urbano também: a avenida W3 (uma das vias mais movimentadas de Brasília). Do nada, em pleno asfalto, pedestres e motoristas contam com uma bela vista repleta de gente bonita em meio a ondas e correntezas. Com as últimas chuvas, os alagamentos roubaram o posto de área de lazer do Lago Paranoá. Agora, os moradores do Distrito Federal não podem reclamar que faltam opções.

Bastam algumas nuvens carregadas, para que os brasilienses e demais habitantes desta ‘ilha’, saquem seus guarda-chuvas e comecem a sapatear, imitando os passinhos de Gene Kelly no clássico ‘Singin' in the Rain’ (‘Cantando na chuva’). Aqui, na realidade, está mais para Dancing in the rain (Dançando na chuva – no mau sentido, please!). Ornamentadas com galochas para driblar a água suja, as pessoas atuam no espetáculo do caos. É a vida imitando a arte só que, com muito menos glamour e muito mais efeitos especiais!

Logicamente, parte do problema é causada pela população sebosa, pois a maioria das bocas de lobo está entupida pelo lixo que é jogado ao chão e arrastado até estes escoadouros, impedindo a passagem da água. A outra culpada pela fúria de Poseidon e sua vingança aquífera, é a administração de Brasília e, por que não dizer, o GDF (Governo do Distrito Federal) que estão devendo, há tempos, uma manutenção decente e a ampliação da rede de águas pluviais das cidades satélites do DF.

Brasília é uma jovem senhora que está prestes a completar seus 49 anos de existência em 21 de Abril de 2009, mas já apresenta problemas de saúde dignos de uma anciã. Esta terra, mais famosa pela seca intensa, com toda a certeza, não passa por enchentes graves se a compararmos a metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro que tem um relevo bem distinto. Entretanto, eu pergunto cá aos meus botões abertos:

- Será que é preciso deixar que o problema evolua de tal maneira que precisemos, num futuro próximo, receber doações como a população desabrigada pela chuva de Santa Catarina?

Exagerada, eu? Nem tanto!

A questão do aguaceiro ainda não foi resolvida, pois, segundo as autoridades, eles estão aguardando o fim das chuvas para tomar as devidas providências. Porém, quando chega a estiagem, nada é feito e a cada ano o problema está se alastrando e alagando o cerrado na época de chuva. O grande lance é se antecipar aos acontecimentos e cessar o problema enquanto ele ainda é ‘uma criança’. Particularmente, gosto de pessoas precavidas. Aquele papo de ‘não vou comprar camisinha porque acho que não vou dar hoje’ é a maior furada. Com relação, principalmente, à força das águas, eu não gostaria de ser pega desprevenida!

O fato é que a estrutura local foi construída para suportar uma demanda de quinhentos mil habitantes, mas já temos dois milhões e quinhentas mil pessoas pela vizinhança; graças, em parte, ao ex-governador, Joaquim Roriz, que em seus mandatos anteriores, saiu distribuindo terrenos desordenadamente, numa manobra eleitoreira. Mas isto já é assunto para outra postagem.

Mudando um pouco de assunto... Senhor governador, José Roberto Arruda, cadê o din-din dos meus impostos? Hum?!

Fotos de Brasília: Marcos Valarini


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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Grazie Kacau!


O Garota Pendurada foi agraciado com mais um selo, e que selo!
Dado por Kacau do blog http://messnatural.blogspot.com/.

Olhem só que Meme super bacana:
REGRAS DO JOGUINHO:

- Agarrar o livro mais próximo;
- Abrir na página 161;
- Procurar a quinta frase completa (5º frase, não 5º linha, né?);
- Colocar a frase no blog;
- Repassar para outros cinco blogs.

Vamos lá:
Livro: "DE AMOR E DE SOMBRA"
Autora: ISABEL ALLENDE
5ª Frase da página 161: "Uma vez santificados, limpos e congelados, os cadáveres eram expedidos por via aérea a seu último destino."

Meus indicados:
Groo querido (L² também!): http://grooeland.blogspot.com/;

Divirtam-se crianças!
Kiso!


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terça-feira, 7 de abril de 2009

Marcha da Maconha 2009: Brasília em contagem regressiva

Por Nat Valarini

“Sábado de Sol
Aluguei um caminhão
Pra chamar a Galera
Pra comer feijão
Chegando lá, mas que vergonha:
- Só tinha Maconha!
‘Os maconheiro tava doidão’
Querendo o meu feijão.”
A canção acima deveria ser um dos hits da Marcha da Maconha deste ano, afinal, depois de dar um tapinha para relaxar, a galera não vai conseguir pensar em palavras de ordem mais, digamos, complexas, para ‘bocejar’ no evento.
A edição 2009, prevista para acontecer no Distrito Federal em 09 de Maio, pontualmente (rs...) às 15hs em frente à Catedral de Brasília, conta com adeptos que encontram-se no Parque da Cidade para, como eles mesmos citam, ‘reuniões preparatórias’.
Como será essa rodinha, quero dizer, reunião? Será que, ao som de Bob Marley, eles treinam hinos de protesto contra essa sociedade CCC (cínica, capitalista e careta)? (sic).
Brincadeirinhas à parte (ou melhor, vou continuar brincando sim!), a turma da cannabis busca fazer discussões sobre a legalização do bagulho em clima de descontração total e em contagem regressiva, até a chegada do grande dia.
Os usuários, digo, militantes do movimento pró Marijuana afirmam que a intenção não é a apologia ao uso indevido de drogas, mas sim promover um debate sobre o tema e a mudança da política de drogas.
Há ainda quem declare que, os que se opõem são desinformados e preconceituosos, baseados (com trocadilho²) na tese de que a marcha vai além de legalizar a planta para o fumo: defende o uso da erva daninha também para a fabricação de roupas, papel e combustível, ou seja, escondem sua fissura por detrás de um discurso eco-chato-alternativo.
Maconheiro ou não, eu afirmo a você que não posso ficar em cima do muro ou dar uma opinião hipócrita na tentativa de agradar a gregos e troianos. Dando-me ao luxo de ser (extremamente) parcial, sem mais rodeios: sou contra a legalização!
Tudo pelo simples fato de acreditar que este é um passo para o aumento da oferta do produto e, consequentemente, de seus consumidores. Penso que os reais interessados querem mandar o THC (propriedade alucinógena da planta) ‘pra dentro da cabeça’, noiam enquanto babam em suas camisetinhas ativistas-fashion com estampas de ícones que já passaram desta para uma pior.
Mas é isso, este blog é um veículo de comunicação que está disposto a jogar informação no ventilador e deixar vocês leitores, sejam do reggae, sejam do rock, cientes do que acontece nas bandas de cá e no mundo. A marcha da maconha vem aí, o recado está dado.

Ah! Segue o link com a programação nacional da marcha para 2009:
Imagem: marchadamaconha.org


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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A festa do pênis

Por Nat Valarini

O primeiro domingo de Abril passou e, mais uma vez, eu perdi o tradicional Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço, realizado na província de Kanagawa, Japão.
Com a chegada da primavera, homens de 42 anos, idade considerada crítica pela cultura local, transportam um enorme pênis entre os santuários. Ao colocar a escultura no sepulcro, eles acreditam receber proteção.
Tudo surgiu através de uma antiga lenda: um demônio teria se escondido dentro de uma jovem após castrar dois rapazes em sua noite de núpcias. Para combatê-lo, um ferreiro construiu um pênis de metal que foi usado para partir os dentes do demônio, o que conferiu poderes divinos ao falo. Hoje em dia, além de dar um up no turismo da região, o festejo serve para divulgar campanhas anti DST's.
O povo se reúne em busca de fartura, cura para a impotência e a esterilidade, além de sorte no casamento. Tenho que confessar que, além de me divertir e adquirir mais conhecimento ao entrar em contato com uma cultura tão diferente, o meu interesse como visitante está na culinária exótica: pode-se degustar deliciosas guloseimas em forma de genitais.
Um dos pratos mais tradicionais do evento que, como vegetariana eu dispenso, é a salsicha envolvida em massa representando a vagina (essa eu deixo passar, com toda certeza, rs...). Mas também há os, desculpe a expressão, caralhos de chocolate confeitados, que parecem deliciosos. Basta escolher o que mais lhe agrada, cair de boca e se deleitar.
Caso algum dos leitores do Garota Pendurada decida visitar o Japão no ano que vem, aguarde a chegada da estação das flores para aproveitar a próxima edição do festival. Acomode seu traseiro num banquinho em forma de pênis e aproveite a festa!
PS.: O evento é um tanto inusitado e, por que não dizer hilário, para quem é de fora, mas antes de dizer que os japas são loucos, lembre-se que pelas terras Tupiniquins existe uma festa muito mais bizarra e explicita chamada Carnaval, rs...

Fonte e imagens originais: http://noticias.terra.com.br/
Montagem das fotos: Nat Valarini.


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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Lei quer proibir venda de bebidas alcoólicas aos embriagados

Por Nat Valarini

Caso as discussões a cerca de medidas provisórias não atrapalharem, o projeto polêmico da deputada Rita Camata (PMDB-ES), poderá ser votado ainda este mês pela Câmara dos Deputados, após 14 anos tramitando.
O PL 810/95 trata da proibição da venda de bebidas alcoólicas para quem estiver visivelmente embriagado e também a colocação de advertências nos rótulos das garrafas para alertar os consumidores sobre os efeitos nocivos do álcool à saúde de mulheres grávidas, em especial, dos fetos. Prevê ainda multa e/ou reclusão de 06 meses até dois anos para quem desrespeitar as regras.
Vejam o que a idealizadora pensa: "É uma política que busca a redução dos danos causados por essa droga lícita, socialmente aceita, mas que traz imensos prejuízos", diz Camata*.
Confesso que, em relação aos bêbados, pequei pelo meu radicalismo várias vezes. Como eu não bebo, olhava para os ébrios e queria que esses camaradas, em especial os que não tem um pingo de respeito por si mesmos, sentassem num engradado e enchessem o cú de cachaça.
Entretanto, ainda há em mim uma pontinha compaixão que me faz enxergar este projeto como uma tentativa de proteger a pessoa de si mesma, uma espécie de benefício para o fígado alheio, já que o ‘bebum’, na maioria das vezes, deixa a síndrome da abstinência ser maior que sua força de vontade.
Sei de uma coisa: se entrar em vigor, vai ser difícil fiscalizar, ou mesmo impedir, que as pessoas encham a cara com a conivência do barman ou do tiozinho do botequim da esquina. Contudo, não deixa de ser uma iniciativa válida, mas que, com toda certeza, encontrará uma forte resistência cultural da população que está acostumada ao etanol de cada dia.
Se eu fosse a deputada federal Sandra Rosado (PSB), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, colocaria a seguinte observação: Aquele que for pego dando uma ‘pinguinha pro Santo’ vai direto para o xilindró.
Pensem comigo: Há tantos botecos nessas terras tupiniquins que, se cada bêbado derramar no chão um dedinho de água ardente, em oferenda ao tal do santo, o pobre coitado já está para lá de Bagdá a séculos!
Seria o alcoolismo um dos motivos para que os santinhos se esqueçam do planeta terra e o deixem em meio ao caos?
Imagem: Cena do Filme ‘O ÉBRIO’ - Gilda Abreu


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Tante grazie Renata!

Vejam ao lado o mais novo presente dado ao Garota Pendura.
Será que este singelo blog merece tanto?
Segundo a Renata do blog Pequenos Fragmentos de Luz, sim!
Para os leitores que ainda não conhecem o trabalho da Rê, recomento que visitem o link:
Acredito que, assim como eu, vocês vão gostar muito do que ela realiza por lá!
Seguindo a tradição, repasso este presente a outros blogs com os quais eu firmei um caso de atração e admiração, como diria a criadora do selo "Nada de regras, apenas repassem para quem vocês lêem com prazer...":


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Tante grazie Marcelo!

O autor do belíssimo blog "Diz que fui por aí..." (http://marcelo-antunes.blogspot.com/)
deu ao Garota Pendurada quatro selinhos.
Marcelo, querido do meu coração, tante grazie!
Você, um comentarista inquieto, afiado, blogueiro talentoso, será sempre um grande parceiro deste espaço.
Repasso para os blogs abaixo estes mimos:










Para: http://quartodealuguel.blogspot.com/ e http://gustavochagas.blogspot.com/




Para: http://visaodarazao.blogspot.com/ e http://cartasaomofo.blogspot.com/


Para: http://televisaoparacachorro.blogspot.com/ e http://momentosad.blogspot.com/



Kiso a todos!


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segunda-feira, 30 de março de 2009

Mulher, definitivamente, não precisa menstruar!

Por Nat Valarini

A temível TPM já rendeu fatos curiosos que vão desde piadas até bizarros casos de assassinatos.
Antigamente, eu acreditava que isso era uma tremenda frescura de mulher sem o que fazer, pois não sofria desse mal. Até que num dia qualquer, meus hormônios principiaram um grande conflito. Foi terrível.
Vi a face do monstro diante do espelho. Parecia que estava cravado em minha testa da saudação “Welcome to Hell”. Exagera, eu? Nem tanto!
O mês começava bem. Pele lisa, cabelo sedoso, sorriso largo estampado na face, eu era a imagem da educação em pessoa. Lá pelo 15º dia tudo me parecia desagradável e desinteressante. Minhas palavras, antes doces, ganhavam um tom meio amargo, sínico e arrogante. Para a sorte dos que me rodeavam, sempre fui partidária da idéia de que ninguém tem culpa dos meus problemas, então não chegava a entrar em atrito com o mundo, guardava todo aquele mal humor comigo, entretanto, o planeta terra me irritava.
Poucos dias depois vinha aquela meleca vermelha odiosa. Mas não pensem que meu sofrimento diminuía: caia em pranto. Qualquer coisa me fazia chorar. Um singelo ‘Bom dia!’, um pensamento qualquer, enfim, era a depressão e o caos. Dois dias depois, o efeito da bomba hormonal passava e eu voltava ao meu estado, dito, normal.
Já a ponto de enlouquecer, decidi procurar um médico. Foi essa a minha salvação. Expliquei a ele o que ocorria e, após conversamos um bom tempo sobre diversas alternativas, fiz um pedido: “- Quero parar de menstruar!”. Optei pela interrupção do ciclo, pois matava ali três coelhos com uma cajadada só: sem menstruação, sem TPM e ainda estaria prevenida contra uma gravidez indesejada.
Já no primeiro mês de tratamento, vi os resultados. Hoje em dia me encontro em estado de Nirvana. Após ter solucionado meu problema, vi que poderia ter dado fim ao meu sofrimento antes.
Garotas, não se prendam à teoria de que a sangria mensal e a tensão pré-menstrual sejam fardos que tenhamos que suportar. Mulher, definitivamente, não precisa menstruar (consulte seu médico)!


Imagem: Arquivo pessoal.


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sexta-feira, 27 de março de 2009

Grazie davvero tante! (2)

Agradeço ao queridíssimo (sim, sim!!!):

Thiago Assis do blog http://thiagogaru.blogspot.com/
pelo selo ao lado

Repasso para:

http://discutindoliteratura.blogspot.com/

Regras:

1- Link o blog que o presenteou;
2- Exiba o selo;
3- Avise aos premiados.

Kiso!!


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Grazie davvero tante! (3)

Outro selinho na área!
Agradeço ao queridíssimo:
Thiago Assis do blog http://thiagogaru.blogspot.com/
Que me presenteou com os selo ao lado

Repasso para:

http://ocri-critico.blogspot.com/
http://visceralliterario.blogspot.com/
http://garfosemdentes.blogspot.com/
http://rodrigoportuga.blogspot.com/
http://listen18.blogspot.com/

Regras:

1- Link o blog que o presenteou;
2- Exiba o selo;
3- Avise aos premiados.

Kiso!!!


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segunda-feira, 23 de março de 2009

Narguilé: Modismo X Saúde

Por Nat Valarini

Fumar, desde os primórdios, tem sido um artifício usado para aproximar pessoas em círculos sociais.
Os efeitos nocivos, de um modo geral, já são conhecidos pela maioria da população, o que leva o hábito de pitar e os próprios fumantes a serem indesejados e vistos com maus olhos na atualidade.
Não sou uma das melhores sujeitas para levantar a bandeira da geração saúde, entretanto, há uma coisa da qual sou consciente: o tabagismo é, extremamente, prejudicial à saúde.
O glamour envolvendo o ‘bom’ e velho cigarrinho foi transferido para o narguilé (arguilé ou hookah). Principalmente entre os alternativos de plantão, o “cachimbão de água” tornou-se o modismo da vez: reúnem a turma para aquele momentinho super-cult e, envolvidos pelo fumacê, dão início a sessão de Narguilé que pode variar de 20 minutos a uma hora.
Diferentemente do que pensam os leigos, ele pode ser tão nocivo (ou até mais!) que um cigarro comum, pois a quantidade de fumaça inalada corresponde a mesma ao se tragar 100 cigarros comuns, ou seja, ‘narguinelentos’ estão mais expostos a nicotina, monóxido de carbono, e outras coisinhas ‘tiro e queda’ para ferrar com o organismo de qualquer um!
Não satisfeitos com a paulada na cabeça, os hypes estão utilizando o velho hábito oriental com grandes modificações made in ocidente: substituindo o fumo aromatizado pela hervinha do capeta (leia-se, Maconha) e outras tranqueiras. A água usada para ‘filtrar’ a fumaça, tem dado lugar a energéticos e bebidas alcoolicas.
Posso destacar mais um probleminha?
A piteira, ao ser repassada de boca em boca, pode transmitir doenças como hepatite A.
Nem adianta vir com a desculpa de que é cultural, é uma forma de entrar em contato com costumes de outros povos. Please, faça um intercâmbio saudável!
Antes de querer ‘pagar de cult’, tenha cuidado ao fazer suas escolhas. Um momento breve de prazer pode gerar consequencias graves por toda uma vida. Pense nisto!


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quarta-feira, 18 de março de 2009

Verdurão e Negro Blue:
Queima de estoque social fashion

Por Nat Valarini

As lojas de camisetas e acessórios ‘Verdurão’ e ‘Negroblue’, do Distrito Federal, juntaram-se num ‘queimão de estoque’. Nos dias 20 e 21 de março, as marcas devem expor mais de 300 peças para serem vendidas a preços que variam de R$ 1,99 até R$ 15,00.

Além dos consumidores saírem satisfeitos levando produtos a bons preços, ainda vão participar de uma ação social: de tudo o que for arrecadado, 15% será destinado para a ProAnima - Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (http://www.blogger.com/www.proanima.org.br).

No sábado (21), o evento ainda contará com a participação de DJ’s locais e outras opções culturais. Quem estiver pelo DF no próximo fim de semana, pode passar pelo CONIC, ouvir uma boa música enquanto faz ótimas compras.
Imagem cedida pela organização do evento.


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sexta-feira, 13 de março de 2009

Miguezim de Princesa é o cara!


Por Nat Valarini

Tenho evitado falar de casos bizarros no blog, pois a mídia já os vem explorando ao máximo. Entretanto, tenho que fazer uma referência ao caso (que já não é mais nenhuma novidade) da garotinha estuprada pelo padrasto que ficou grávida de gêmeos.
Vocês devem se recordar que após orientação médica, a família, em busca de preservar a saúde física e emocional da criança (sim, uma criança), optou, amparada por lei, pelo aborto.
Devem lembrar-se ainda de que qualquer ser humano próximo, menos o abusador, foi excomungado, não?
Não vou me extender sobre o assunto. Entretanto, quem é leitor antigo do Gatota Pendurada, deve saber que independente do caso, acredito que a opção pelo aborto ou não é, integralmente, da mulher (quem quiser saber meus motivos, não esmiúce nos comentários, basta clicar aqui).
Mas não vim falar de mim. Esta postagem é para divulgar e homenagear o trabalho do poeta Miguel Lucena ou 'Miguezim de Princesa'. Ele fez, em forma de poesia de cordel, uma análise interessante do caso, a qual eu compartilho com vocês a seguir:



A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
Miguezim de Princesa

I


Peço à musa do improviso


Que me dê inspiração,


Ciência e sabedoria,


Inteligência e razão,


Peço que Deus que me proteja


Para falar de uma igreja


Que comete aberração.


II


Pelas fogueiras que arderam


No tempo da Inquisição,


Pelas mulheres queimadas


Sem apelo ou compaixão,


Pensava que o Vaticano


Tinha mudado de plano,


Abolido a excomunhão.


III


Mas o bispo Dom José,


Um homem conservador,


Tratou com impiedade


A vítima de um estuprador,


Massacrada e abusada,


Sofrida e violentada,


Sem futuro e sem amor.


IV


Depois que houve o estupro,


A menina engravidou.


Ela só tem nove anos,


A Justiça autorizou


Que a criança abortasse


Antes que a vida brotasse


Um fruto do desamor.


V


O aborto, já previsto


Na nossa legislação,


Teve o apoio declarado


Do ministro Temporão,


Que é médico bom e zeloso,


E mostrou ser corajosoAo enfrentar a questão.


VI


Além de excomungar


O ministro Temporão,


Dom José excomungou


Da menina, sem razão,


A mãe, a vó e a tia


E se brincar puniria


Até a quarta geração.


VII


É esquisito que a igreja,


Que tanto prega o perdão,


Resolva excomungar médicos


Que cumpriram sua missão


E num beco sem saída


Livraram uma pobre vida


Do fel da desilusão.


VIII


Mas o mundo está virado


E cheio de desatinos:


Missa virou presepada,


Tem dança até do pepino,


Padre que usa bermuda,


Deixando mulher buchuda


E bolindo com os meninos.


IX


Milhões morrendo de Aids:


É grande a devastação,


Mas a igreja acha bom


Furunfar sem proteção


E o padre prega na missa


Que camisinha na lingüiça


É uma coisa do Cão.


X


E esta quem me contou


Foi Lima do Camarão:


Dom José excomungou


A equipe de plantão,


A família da menina


E o ministro Temporão,


Mas para o estuprador,


Que por certo perdoou,


O arcebispo reservou


A vaga de sacristão.


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terça-feira, 10 de março de 2009

Brindes de revistas

por Nat Valarini
Na tentativa de impulsionar as vendas, muitas editoras lançam promoções ‘magníficas’ para atrair ‘leitores’.
A melhor, de todos os tempos, é a da revista CARAS: compre um talher do chefe e ganhe uma revista de futilidades. Oops! Digo, compre uma revista de futilidade e... ah! Você entendeu!
Não é preciso que Garota Pendurada perca seu tempo olhando as ancas famosas de fio dental no folhetim, para saber que o conteúdo é de péssima qualidade. A única coisa atraente nestes amontoados de folhas são as bugigangas que as acompanham.
Fico pensando: - Se não fosse essa jogada de marketing, estes lixos ainda estariam à venda? Alguém os compraria?
O pior é que a reposta é sim.
Se o IBGE fizesse uma pesquisa para levantar a estatística de quantas pessoas consomem este tipo de porcaria, teríamos como mensurar com mais precisão até onde vai a degradação da mente humana.
As ‘famosidades’ vão até lá, expõem sua intimidade, ganham um certo destaque, depois reclamam da falta de privacidade, fazem escândalo, um paparazzi fotografa, a revista publica. Incorpora-se a edição do mês um mimo, vende-se muito e todos ficam felizes.
Em um dos meus empregos, conheci uma cliente (prefiro não divulgar o nome) que dava um xilique escroto porque as revistas de fofocas do lugar não eram da semana. Uma pessoa assim só pode mesmo ser muito oca para brigar por algo deste tipo. Gente assim deve mesmo estar sedenta pelo dia em que a coleção do mês distribuirá órgãos humanos.
Imaginem: Esta semana, ao comprar nosso folhetim, você ganha um par de peitos, semana que vem uma bunda. Nos últimos exemplares os donativos serão um cérebro e um coração. Tudo para preencher suas vidas vazias.
Amor próprio, respeito e saciedade não são ‘coisas dadas’ como brindes em revistas, não os busque na editora 'A', 'B' ou 'C'. São elementos conquistados por quem é merecedor, custam muito mais que R$ 8,90 e não estão disponíveis na banca mais próxima.
Imagem: Arquivo pessoal.


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segunda-feira, 9 de março de 2009

La mujer de mi vida!

Por Nat Valarini

Sim, eu a amo tanto que quando penso no quanto ela se tornou especial para mim, meus olhos ficam marejados. Meu sentimento, intenso, perdoa suas falhas, entende que ela, como qualquer ser humano, possui suas fraquezas. Penso nela e em tudo o que representa e passo a gostar, cada vez mais, apesar dela possuir defeitos.
Já cheguei a pensar: - Quando ela partir, o que será de mim? Queria morrer antes!
Depois, parei de pensar assim, prefiro não mensurar o tamanho do sofrimento que isso irá me causar. Deixo que a vida siga seu curso, até que um dia, um acontecimento do destino nos separe, como a vida deve ser.
'Quando eu crescer' quero ter 1/4 de suas virtudes, pois perto dela ainda sou um caco de mulher. Vocês que dizem gostar de mim, me admirarem, gostarem daquilo que sou, devem, antes de tudo, agradecer a ela que me orientou e faz por mim o melhor que ela pode.
O nome dessa mulher, que tanto mexe comigo, é Sebastiana. Ela não gosta muito e tem por alcunha Tânia, dona Tânia, minha mãe.
Mi madre, la mujer de mi vida!


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sexta-feira, 6 de março de 2009

Vinho: a obsessão de Heitor

Por Nat Valarini

Atendendo a pedidos, posto ao lado uma foto (discreta) de um dos ensaios que fiz e abaixo, uma situação inusitada pela qual passei como modelo vivo:

Certo dia, fui apresentada a um pintor que precisava de uma garota para posar nua. Nunca havia feito aquele tipo de trabalho, achei interessante. Na casa de Heitor*, conversamos durante horas sobre arte. Ele se mostrou super profissional, então aceitei o convite e combinamos que, no final de semana seguinte, faríamos a primeira sessão.

No dia e hora marcados, cheguei ao atelier com todo o meu ‘singelo material de trabalho’. Ele, muito solicito, ofereceu-me vinho para relaxar, mas eu não quis (já não bebia mais naquela época). Então, ao som de Diana Krall, demos início. Durante cento e vinte minutos fiquei nua em pêlo, imóvel, sob o olhar atento do artista que rabiscava rapidamente.

Após encerrarmos o trabalho, vesti minhas roupas e recebi, além do pagamento, outra oferta de vinho, recusada novamente por mim . Para quebrar o silêncio, voltamos a falar sobre arte e algumas de minhas paixões: desenho e fotografia. Ele parecia encantado ao tomar conhecimento de algumas afinidades artísticas quis ser, praticamente, meu tutor.

Fui contratada para outra sessão. Ao final, Heitor mostrou-me duas câmeras fotográficas e entregou uma delas a mim, disse que era para meu começo como fotógrafa. Não quis aceitar, mas ele insistiu, disse que tinha outra e que não usava aquela. Já que a daria a alguém, que fosse para mim. Encarou-me e disse que eu não sairia de lá sem aquela máquina, uma atitude surreal. Me arrepiei!

Depois daquele momento passei uns dias sem vê-lo, mas logo o pintor passou a me ligar com freqüência, não para me convidar para novos trabalhos, mas sim para perguntar sobre as fotos e intercalava, obsessivamente, outras perguntas:
“- A quanto tempo você namora?”
“- Por que estudava radiologia médica ao invés de fazer artes plásticas ou fotografia?”
“-Por que não viajava com ele, para ajudá-lo?”
“-Você é feliz?”
“- Vamos tomar um vinho?”

A presença dele já não era mais algo leve e agradável. Não suportava ter que recusar a sua insistência para que aceitasse goles de bebida em sua, sufocante, companhia. Dispensei o trabalho e entreguei os seus objetos, a câmera ele não quis receber de modo algum.

Passado algum tempo, ele me ligou, com uma voz aflita, dizendo que nunca mais havia encontrado uma modelo como eu e que gostaria de retomar de onde paramos. Respondi apenas que já não tinha mais interesse e nem tempo... não havia mais espaço disponível para ser sua obsessão.

Não pensem que peguei trauma de nu artístico por causa desta experiência. Estou receptiva a propostas. Mas, se o contratante começar a me oferecer vinho eu vou sair correndo!

*Para preservar a identidade do cidadão, o nome foi modificado.

Imagem: arquivo pessoal.


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Garacias, gracias, gracias! (2)

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Garacias, gracias, gracias! (3)

Quero agradecer a todos os leitores do blog pela atenção e carinho que dão ao 'Garota Pendurada'. Receber o reconhecimento de vocês é algo belo e prazeiroso para mim.

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