quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nem femista nem machista:

Na guerra entre os sexos eu prefiro ficar do lado da Cruz vermelha

Por Nat Valarini



Já faz um tempo que a mulher conseguiu mostrar seu valor e importância na sociedade e desfrutar de direitos semelhantes aos dos homens após saírem às ruas em movimentos feministas. De lá para cá, muitas mudanças significativas foram conquistadas, mas também muita água rolou por debaixo da ponte. Como estou falando de mudanças, muitas delas não vieram de maneira pacífica, mas foram alcançadas por meio da ‘guerra’. Falando de homem e mulher não foi assim tão diferente. Entre mortos e feridos, o que restou de tudo isso hoje? Scars baby... em alguns casos, cicatrizes difíceis de sarar.

A verdade é que as mulheres têm tanta capacidade quanto os homens para realizar atividades como: dirigir, assumir um cargo de chefia seja no emprego ou na família. Da mesma forma um homem pode, sim, cozinhar maravilhosamente bem, cuidar dos filhos e realizar outras tarefas tidas como estritamente femininas. A mulher de hoje quer, e com razão, ganhar salários equivalentes aos dos homens, mas nós meninas também podemos dividir a conta do restaurante, porque não?

Acho que o principal motivo das brigas entre os sexos vão além de gênero, postura e cultura. Entra na disputa de interesses muito orgulho e egoísmo. Após décadas de repressão, algumas garotas preferem não agir de determinado modo para não se tornarem vassalas e os rapazes preferem seguir à risca a forma como a sociedade ensina que um homem deve se portar para não ferir sua masculinidade. Meu caro guri, você não vai ter o pênis amputado por ajudar sua mãe a limpar a casa. E você guria, não estará transformando-se em escrava por cozinhar para o seu esposo, namorado ou mancebo.

Para algumas colegas fêmeas, é um absurdo você dizer que fez o jantar ou que passou a roupa dele, que isso é ser submissa. Na boa, sou casada e faço essas coisas para o meu esposo porque o amo e posso fazê-las por opção. Ele age da mesma forma para comigo. Perdi a conta das vezes em que cheguei a casa após um dia cansativo de trabalho e tudo estava limpo, comida feita e fui recebida com carinho e, mesmo assim, ele não deixou de ser homem por isso e também não achou que ia lhe quebrar um braço se o fizesse. De qualquer modo, esta postagem não veio para tratar de afazeres domésticos, mas sim alertar sobre alguns equívocos que aconteceram ao longo do tempo.

Vejo algumas pessoas que de feministas tornaram-se femistas. Sim, versões machistas, só que para mulheres, uma distorção do movimento feminista que busca questionar o tabu da superioridade de um sexo em relação ao outro, o femismo acredita na superioridade da mulher em relação ao homem e eu não creio que isso seja verdade. Ora, não pensem que faço o estilo subordinada nem venham apedrejar o meu blog ao lerem isso, mas, eu acredito que, quando há excessos todos tendem a perder alguma coisa. Femistas? Machistas? Para mim são todos babacas. Da mesma forma que eu não gosto de ouvir um ignorante dizer que mulher só serve para pilotar fogão, um homem não se sente muito à vontade ao ser destratado, humilhado e acusado pelo simples fato de ser do sexo oposto. Claro que há casos e casos, mas eu estou falando do lado hard da história.

Quem você pensa que é ditando palavras de ordem? São ruins tanto a ‘mulher Amélia’ quanto o homem machista que criam os filhos sem noção de respeito numa perspectiva preconceituosa. Tão ruim quanto a Amélia e o machista é a mulher mulherzinha, que grita por direitos iguais faz e acontece, mas na hora de partir para a igualdade de verdade, pula fora querendo recorrer ao seu ‘lado frágil’, acho isso uma atitude burra e também, machista! Mulher machista é foda! Sim, pior do que esses três juntos sem dúvida é a pessoa hipócrita. Sei que ainda há muito preconceito e desigualdade entre os sexos, porém eu creio que não é a intolerância que vá fazer esse quadro mudar.

Se você me disser que ao ler a postagem anterior que falava sobre “Feminicídio: a problemática da violência contra a mulher” pensou que eu era femista e que agora virei a casaca, está enganado (a)! Não aprovo ‘ismos’, acho que eles não levam a nada. Sou simplesmente uma mulher centrada que sabe e gosta de ser mulher e que gosto e sei reconhecer o valor de um homem de verdade, sem tantas máscaras, apenas o ser humano, dentro de suas necessidades e limitações, onde ambos os sexos se complementam. Nós vivemos em um planeta caos que deve ser melhorado com a cooperação de todos, não estamos na ilha das guerreiras amazonas, nós precisamos dos homens e eles de nós.

Vamos sim, lutar por um mundo mais justo, mas para todos, homens e mulheres, pois se for armada uma nova guerra, eu não darei pitaco em nenhum dos lados, vou socorrer os feridos junto com a cruz vermelha.

Fala-se muito em paz e igualdade, briga-se (ao invés de reivindicar) por muito pouco.

Para saber mais:

Dedico esta postagem a todos que lutam pelos princípios básicos Liberté, Egalité, Fraternité (Liberdade, igualdade e fraternidade).

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape


Creative Commons License
Nem femista nem machista: na guerra entre os sexos eu prefiro ficar do lado da Cruz vermelha by Nat Valarini is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at garotapendurada.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://garotapendurada.blogspot.com/.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Feminicidio: a problemática da violência contra a mulher

Por Nat Valarini


Estamos no ano de 2008, com tanto acesso a informação e a educação, ainda hoje um hábito ultrapassado e carrancista paira em nossa sociedade: o domínio sobre a mulher através da força e humilhação. Não é incomum vermos na mídia casos de crimes baseados em gênero, ou seja, homens justificado atos de violência contra as mulheres em nome da honra e do orgulho de macho ofendido.

Quem não se lembra do caso Sandra Gomide (foto ao lado), assassinada pelo ex-diretor do Estadão, Pimenta Neves, inconformado por ter sido rejeitado após o fim do relacionamento, o jornalista assassinou Sandra friamente e apesar da barbárie que cometeu está livre, desfrutando de toda liberdade, mesmo tendo sido condenado. O exemplo mais recente e muito divulgado é o caso Eloá. Motivado por ciúme o ex-namorado seqüestrou a moça e após mantê-la refém por aproximadamente 100 horas, matou a jovem de 15 anos com dois tiros e baleou sua amiga Nayara. Casos como estes não são simples crimes passionais, mas sim o retrato escancarado da violação dos direitos da mulher.


Não é possível que os meios de comunicação ainda abordem casos como estes numa atmosfera de romance como se estivessem filmando um reality show. Ao invés de buscar conscientizar as pessoas, tudo o que vejo são os (anti) profissionais de mídia darem notícias sensacionalistas na guerra pela audiência, noticiando que ‘em nome do amor jovem persegue e elimina namorada’. Que amor é esse que esquarteja a integridade física e moral de outra pessoa? Que sentimento, senão o de posse leva um homem a querer obrigar uma mulher a ficar com ele até as últimas conseqüências? O nome disso é feminicídio (ou femicídio, como você preferir).

Em alguns casos, a impunidade persiste restringindo o direito à vida, à liberdade e à individualidade, privando assim o ser do sexo feminino de usufruir inclusive dos direitos humanos, transformando o relacionamento em desrespeito metódico. Todos os anos, em diversas partes do mundo, mulheres de todas as idades são maltratadas, humilhadas, mutiladas e assassinadas. Pelo simples fato de serem do sexo oposto, alguns homens ainda se vêem no direito de exercer poder sobre a vontade da companheira ameaçando-a e violentando-a e apoiados na cultura patriarcal tentam justificar o que não tem explicação. São pais, irmãos e companheiros que agridem por anos seguidos as suas mulheres, propagando a violência doméstica e perpetuando os mesmos hábitos nas descendências seguintes, uma vez que estes maus exemplos são passados de geração para geração.

Em vários locais, a cultura do medo faz com que casos de homicídio de meninas não sejam levados em consideração nem mesmo pelas autoridades que fazem vista grossa diante dessa situação. Dessa forma, há o crescente número de mortalidade feminina que é causado também pelo abandono e negligência com relação à saúde já que em muitos países, somente o homem é respeitado e valorizado.

Houveram alguns avanços no Brasil, como por exemplo, a lei Maria da Penha, mas mesmo assim é preciso cobrar que a justiça seja aplicada de forma mais eficiente e lutar pelos direitos das mulheres, protestar para que os agressores recebam a punição devida.

Para saber mais:
Livro Femicide: The Politics of Woman Killing - de Diana Russel e Jill Radford
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

Creative Commons License
Feminicidio: a problemática da violência contra a mulher by Nat Valarini is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at garotapendurada.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://garotapendurada.blogspot.com/.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

e-SEX: O que leva pessoas a trocar o sexo real pelo virtual?
Por Nat Valarini

Com a inclusão digital, facilidades para comprar um computador pessoal e a abertura de lan houses, o acesso a informação e as comunicações tornou-se mais simples.
Seja para ler as notícias de economia ou para conhecer pessoas, o que não falta são opções de sites de relacionamento e salas de bate papo. Além de expandir a rede de amigos, as pessoas fazem contatos profissionais e até fazem relações sexuais virtuais.
Escondidos pelo anonimato, homens e mulheres entregam-se a fantasia de encarnar um personagem esteriotipado, muitas vezes, completamente diferente de sua personalidade na vida real. Fora da realidade, pode-se experimentar de tudo inclusive, se passar por alguém de sexo oposto, dizer que é loiro de olhos azuis, mesmo sendo moreno de olhos pretos, falar que é alto tendo na verdade 1,50m. Uma identidade falsa e a garantia de não ter compromisso com o parceiro on line são grandes atrativos do sexo virtual, além de ser mais fácil de se conseguir um "contato mais íntimo".
Nos chats há salas especialmente voltadas para o tema com públicos variados: GLBT, pegação, sexo casual, Sadomasoquismo, voyerismo e por aí vai. Até nas salas destinadas a amizade, por exemplo, você encontra alguém ‘chamado’ Gato manhoso, Taradinha ou 23cm na cam. Apelidos sugestivos são usados pelos internautas como chamariz na busca por relações à distância.
Se a conversa for agradável, o casal dá continuidade à relação, caso o vocabulário seja fraco, segundo os adeptos, é só escolher outra pessoa e soltar o verbo, afinal toda a excitação sem contato físico vai ser gerada nos pensamentos da pessoa, quem quer experimentar, vai munido de muita imaginação.
Quando é apenas um exercício das fantasias sexuais, não há problema. Passa a existir uma situação mais delicada quando a pessoa se isola socialmente, e restringe suas relações apenas à internet.

Na adolescência isso é muito comum, pois é uma fase de profundas mudanças e como alguns jovens possuem baixa auto-estima e um elevado grau de timidez, alguns exageram no contato virtual e passam a trocar relacionamentos sociais saudáveis por um personagem fictício de jogos eróticos ou uma conversa em um chat, por não acreditarem na sua capacidade na hora da conquista. Não são raros os casos de pessoas que se isolam para dedicar-se ao mundo virtual.
É preciso ter discernimento de tudo o que se faz e não viver em função disso, até porque, se a incapacidade de se envolver com outras pessoas sem ser pelo computador não for tratada no início, pode evoluir para a vida adulta causando um empecilho para o indivíduo fazer coisas simples como trabalhar, estudar e namorar.

As armadilhas da rede
Há pessoas que buscam algo totalmente casual, outras querem fazer contato e se o parceiro for agradável, podem passar do virtual para o real, mas com o mesmo objetivo: sexo. Há pessoas que após manter um contato de meses marcam encontros e chegado o momento de conhecer, a verdade não é nada daquilo que elas esperavam. Há muitos casos de encontros marcados pela internet com perspectivas de namoro, amizade ou trabalho, mas na realidade do outro lado estavam assaltantes, pedófilos entre outros. O criminoso joga a isca, prometendo tudo o que a vítima gostaria de ouvir, mas que ele, na verdade, jamais cumprirá.
Existe um filme de Bill L. Norton que trata bem deste assunto Every Mother’s Worst Fear (ou no Brasil, “Vitimas da internet”) onde é retratada a situação de uma menina seduzida por um homem que conheceu pelo computador e é raptada por uma quadrilha de tráfico de garotas para a prostituição. Alguém pode dizer que é exagero, porém essa prática é mais comum do que se imagina. E como nosso blog recebe a visita de pessoas de todas as idades, inclusive adolescentes, é praticamente, um alerta de utilidade pública. Ao fazer contato com algum desconhecido, independente do assunto, evite fornecer informações pessoais.

Garota Pendurada! Entrevista

Conversamos com o internauta Giácomo* que já praticou sexo virtual e conta a sua experiência, que você, leitor, acompanha agora:

Garota Pendurada! : O que te levou a fazer sexo virtual?
Giácomo: “Não seria bem o que me levou a fazer sexo virtual, não planejava fazer sexo virtual... queria conhecer pessoas "descartáveis", bater papo. Comecei entrando na sala Amigos, depois Paquera e foi indo. Aí me bateu a curiosidade de entrar na sala Sexo. Comecei trocando idéia e foi.”

GP! : Você se lembra de como foi a sua primeira experiência deste tipo, foi algo realmente prazeroso?
G: “Nem me lembro bem como foi o primeiro contato, mas lembro de ter sido bem gradual.”

GP! : Você faz sexo virtual com freqüência?
G: “Nunca mais fiz, não me atrai mais.”

GP! : Por que?
G: “Fiquei sem contato com essa prática... é como um hábito... se você fica sem praticar vai pensando melhor se vale a pena ou não.”

GP! : Qual era a sua fantasia mais assídua no bate papo? Chegou a realizar alguma na vida real?
G: “Era coisa mais rotineira, pelo menos pra mim, falava de coisas "normais", pegada, sexo oral, vaginal, anal, ejacular no rosto, mas eu não tomava as rédeas da situação. era uma coisa que rolava. Ia batendo a química e rolando os assuntos.”

GP! : Teve algum assunto que você achou bizarro e o fez parar a conversa?
G: “Assunto bizarro não, mas teve uma vez que a pessoa que teclava me fez perder a vontade de continuar o assunto. A pessoa já chegou com o papo: "coloque o seu polegar na cabeça do seu pau" eu simplesmente sai do papo. Não era aquilo que fazia. Eu não fazia sexo virtual para me masturbar, fazia para por a imaginação para funcionar... e como funciona.”

GP! : Você possuía parceiras fixas nas relações on line?
G: “Algumas já entravam me procurando, porque nos dávamos bem conversando. Eu gostava de teclar mais de uma vez com uma pessoa que havia me dado bem.”

GP! : Encontrou alguma pessoa que conheceu em chat pessoalmente?
G: “Não. Meus contatos não rompiam a barreira virtual.”

GP! : Por não ter oportunidade ou realmente queria ficar só no virtual?
G: “Acho que um pouco de cada coisa.”

GP! : Na internet algumas pessoas usam o anonimato para criar personagens ou se descrever de forma, até mesmo, exagerada. Você já mentiu sobre suas características ou se passou por alguém do sexo oposto?
G: “Sempre falei a verdade a meu respeito, a única coisa que escondi foi o meu nome.

GP! : Alguma transa pela internet chegou a ser tão (ou mais) prazerosa que na vida real?
G: “Não.”

GP! : Você acha que alguém que pratica o cyber sexo, tendo namorado ou sendo casado está traindo o companheiro? Por quê?
G: “Isso é muito relativo, depende do tipo de relação de cada um. Hoje em dia, eu não faria sexo virtual com ninguém além de minha parceira, pois o meu tipo de relacionamento com ela é completo. Agora se os dois entram em acordo de que podem fazer... isso vai de cada casal.”

GP! : Você concordaria de sua parceira fazer sexo virtual com outra pessoa e acha que ela se importaria que você fizesse?
G: “Não concordaria e acho que ela se importa sim.”

GP! : Fora a realização de fantasias, acha que o sexo pelo computador tem algo a acrescentar, no sentido de desenvolver o potencial sexual de alguém? Na vida real você se tornou mais criativo na cama após essas conversas picantes?
G: “Para mim não mudou em nada, pois sempre procurei me superar para realizar a minha parceira, tanto na vida real quanto na virtual.”
*Para preservar a identidade do entrevistado o nome foi alterado.


Agradecimentos:

Ao entrevistado Giácomo

http://cineminha.uol.com.br/
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape


Creative Commons License
e-SEX: O que leva pessoas a trocar o sexo real pelo virtual? by Nat Valarini is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at garotapendurada.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://garotapendurada.blogspot.com/.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Segunda-feira: ame-a ou a deixe!

Vamos, pelo nosso próprio bem olhar este dia, tão mal falado, com outros olhos.
Por Nat Valarini

O fatídico dia. Depois de uma esperada sexta, um deliciosos sábado e um divertido domingo lá vem ela: a segunda-feira.
Cresci ouvindo as pessoas maldizerem o segundo dia da semana, aí começa a se propagar nas mentes que este é o pior dia.
Vejo da seguinte forma: meu fim de semana foi sim maravilhoso, agora é hora de um novo começo, correr atrás de novas oportunidades, e elas podem começar também com a segunda, o (quase) início da semana.
É importante gostar do que estamos fazendo então, amaldiçoar este dia não vai melhorar seu ânimo e tão pouco o seu (mau) humor.
A verdade é que nós precisamos de um motivo que nos impulsione e nos dê aquele ‘gás’ para achar algo bom e interessante, então a saída é buscar o melhor de cada situação, as qualidades os pontos positivos.
Ficar entediado porque estamos em meio a segunda, nos faz perder tempo e esta é a única coisa que não podemos perder, pois ele não volta mais. Então que tal aproveitá-la ao máximo a nosso favor?
Para muitos isso vai parecer loucura, mas viva a segunda-feira de todo seu coração intensamente.
Hoje é uma nova oportunidade para sorrir, para conquistar aquela vaga no tão sonhado emprego, mais uma semana de aula que vai te proporcionar conhecimento, mais uma semana de namoro, mais uma nova oportunidade para ser feliz!

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape


Creative Commons License
Segunda-feira: ame-a ou a deixe! by Nat Valarini is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at garotapendurada.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://garotapendurada.blogspot.com/.

domingo, 12 de outubro de 2008

Infância mutilada

No dia delas, o que as crianças têm para comemorar?
Por Nat Valarini

Antes que pensem que tenho uma visão pessimista, sei que há pontos positivos, porém este é um problema grave que afeta pessoas que sequer podem se defender, isto é grave e não pode ser ignorado.
O fato é que todos os dias são divulgados novos casos de abuso físico e psicológico contra menores, em especial, as crianças menores de 12 anos. O estatuto da criança e do adolescente foi criado com o objetivo de resguardar os direitos dos menores, mas ele está sendo aplicado da forma correta?

Os abusos vão desde o trabalho escravo, passando por maus tratos e negligência entre os quais a violência doméstica (tortura física e psicológica, abusos sexuais, entre outros). O agressor, muitas vezes, alguém de convívio próximo, encontra nas crianças, vítimas em potencial seja pela inocência e a confiança que elas depositam nele, seja pela fragilidade e incapacidade de se defender. Como conseqüência temos a infância mutilada. Na idade de brincar, aprender (sejam as lições na escola, seja a amar os pais e o meio em que convive), meninos e meninas, são espancados, mutilados, queimados, humilhados e por que não dizer, massacrados?
Sim, leitor, neste momento, ao invés de uma linda e sonhada boneca, carrinho ou bicicleta, como presente: a violação. Deve estar ocorrendo em algum lugar um massacre de crianças enquanto seus olhos percorrem estas linhas. Elas crescem sem desenvolver compaixão, bichos escorraçados, sem noção de carinho e respeito, tornam-se adultos sem auto-estima, medrosos ou violentos e deprimidos, sem esperança ou perspectiva de vida e muitas vezes, sem a chance de chegar à vida adulta. O ambiente é nocivo: o lar, a escola, tudo parece persegui-la. Sem ajuda, muitas delas fogem de casa, tornando-se meninos e meninas de rua, onde passam a sofrer outras formas de opressão.
É preciso estar atento ao pedido de auxílio, pois alguns ouvem, mas não acreditam nele, outros até acreditam, mas esta criança pode estar sem condições de gritar por socorro. Às vezes, um machucado no corpo, timidez exacerbada, depressão, medo são sinais que identificam a violência.
Crianças tem o direito à educação, porém de algumas, ela é arrancada por pais que negligenciam a necessidade de aprender de seus filhos. Eles (quando têm) usam roupas sujas e sofrem de desnutrição e fome, como poderão viver assim?


Criança não é um animal de estimação que se tem quando quiser e, ao ‘dar trabalho’ é só empurrá-la para fora de sua vida como um pacote de natal indesejado. Ela é um ser vivo e futuro cidadão, que precisa de cuidados básicos como saúde, educação, carinho e amor. Ela é como uma massa de modelar que precisa da orientação de alguém responsável para ensiná-la o que é certo, mas como ela vai aprender se o que fazem com ela é errado? Temos que cuidar melhor de nossas crianças ou toda a sociedade vai sofrer as conseqüências, mais cedo ou mais tarde.


Agradecimentos:

As imagens usadas são integrantes da esposição Exodos do fotógrafo Sebastião Salgado.


Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
Creative Commons License
Infância mutilada by Nat Valarini is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at garotapendurada.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://garotapendurada.blogspot.com/.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Reforma ortográfica

Ontem, 29 de Setembro, centenário da morte de Machado de Assis, foi assinado pelo presidente Lula no prédio da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, o decreto de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que estabelece a reforma ortográfica.
O acordo (assinado em Lisboa em 1990), pretende uniformizar a grafia da língua portuguesa entre os países que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) dentre eles: Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste. O Brasil será o primeiro a implementar as novas regras que entrarão em vigor oficialmente a partir de 1º de Janeiro de 2009.

Alterações na gramática brasileira:


  • As letras "k", do "w" e do "y" que antes eram tidas como estrangeiras foram acrescentadas ao nosso alfabeto que passa de 23 para 26 letras;
  • Adeus ao Trema (¨): qüinqüênio, lingüiça → quinquênio, linguiça;
  • São estinguidos os acentos diferenciais → "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição), "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo), "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo"), "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo) entre outros;
  • Sem acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados.(de creêm passa para "creem", e assim por diante);
  • Quando a palavra for iniciada por “r” ou “s” não usaremos o hífen, como em "anti-religioso", neste caso as consoantes são duplicadas: "antirreligioso";
  • Não se usará mais o acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas ("assembléia"→ "assembleia"), em palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo ("feiúra" → feiura), nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i" ( averigúe (averiguar) → averigue).
Enquanto isso em Portugal:
O acordo foi aprovado em maio e a nova ortografia deverá ser obrigatória dentro de seis anos.
Palavras em que C e P não são pronunciadas, como "acção", "óptimo" →"ação", "ótimo";
"Herva" e "Húmido" serão escritas como no Brasil → "erva" e "úmido".

E VOCÊ LEITOR, O QUE ACHOU DAS MUDANÇAS?

Agradecimentos:

Folha de São Paulo
G1

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Turnê ao passado

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Utilidade Pública: Hoje é o último dia para ser imunizado contra a rubéola.



Tomou a vacina?
- Ótimo!
Quem ainda não recebeu a dose tem até hoje, dia 19 de setembro, para ser imunizado!




A campanha que começou no dia 09 de Agosto e tinha data prevista para ser encerrada no dia 12 de Setembro foi prorrogada até esta sexta feira e, segundo o Ministério da Saúde, não será estendida novamente, porém a vacina ficará disponível nos postos.

Lendas Urbanas em torno da vacinação:

Algumas pessoas deixaram de participar por medo. Coisas como "causa impotência no homem", "não posso porque estou usando antibiótico", etc. são inverdades. Pessoas de ambos os sexos entre 12 e 39 anos devem ser imunizadas, afinal a intenção da campanha é erradicar esta doença do nosso país.

Vá até uma unidade de saúde e faça sua parte!

Para saber mais: http://www.brasillivredarubeola.com.br/

Agradecimentos:

Ministério da Saúde

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Já ouviu falar em BULLYING ?

Talvez para você, a expressão pode ser nova, porém essa prática é muito antiga. Talvez já tenha sofrido ou, até mesmo, praticado. Saiba como enfrentar este problema.
Por Nat Valarini

Nos cinemas essa desagradável situação já foi mostrada em filmes como o clássico “Three O'Clock High” ou, “Te pego lá fora” (imagem abaixo).

Quem não se lembra da comédia que conta a trajetória desesperada de Jerry Mitchell?
Vamos a um breve resumo: a história começa com Mitchell sendo encarregado de escrever uma matéria para o jornal da escola sobre o aluno novato, Buddy Revell. Porém, ele não gosta que saibam a seu respeito. O ponto definitivo para Revell datar a "sentença de morte" do protagonista da história foi porque durante a primeira conversa que tiveram o mesmo "tocou" em Buddy. Então, Jerry Mitchell recorre a todos os meios possíveis para não ter que brigar com o valentão da escola.
Se tratando deste problema a vida não imita a arte, a realidade não é nada engraçada. Os “motivos” podem ser os mais fúteis, como os retratados no filme.
Bullying é uma palavra de origem inglesa usada para designar as diversas formas de assédio repetitivos praticados por um indivíduo contra outro “mais fraco” seja física e/ou psicológicamente, podendo ser motivada também por desigualdades sociais, para ridicularizar e intimidar o outro. Quem o pratica é conhecido como Bully. Ele geralmente escolhe sua vítima em potencial perseguindo-a com insultos sobre sua aparência, comportamento, visual, local onde reside, time para o qual torce, gosto musical, etc.
Não é uma regra, mas nota-se que na maioria dos casos, o agressor provoca pessoas com menos desenvoltura que ele, em geral, tímidas, onde consegue sucesso ao humilhar publicamente o indivíduo aplicando práticas como:

  • Agressão verbal: por meio de apelidos, xingamentos, ameaças;
  • Agressão física: que começam com “brincadeiras” agressivas que envolvem tapas, chutes empurrões, passando para o espancamento;
  • Intimidação: através de postura, olhar, chantagem;
  • Isolamento: não se relaciona com a vítima e induzindo os outros indivíduos do grupo a se portarem da mesma forma através de influência ou intimidação;
  • Boatos: Disseminação de histórias falsas sobre o colega; Críticas negativas: onde tudo o que se refere a pessoa é tratado com comentários pejorativos .
Indivíduos chegam a mudar a rotina, os lugares que freqüentam, o colégio, e até de residência para fugir da perseguição, muitas vezes, sem sucesso, pois que garantia temos de que o problema não vá surgir em outro local?

O cenário perfeito

Como podemos ver, a pessoa que passa por essa experiência ruim é massacrada e porque não dizer, torturada, de forma cruel, muitas vezes, sem oportunidade de defesa e sem receber auxílio das demais pessoas envolvidas direta ou indiretamente.

O local onde mais freqüentemente podemos notar essa situação é o ambiente escolar. Muitos pais e responsáveis não percebem ou se notam algo estranho, poucos sabem como identificar se seus filhos estão passando por essa situação ou mesmo como ajudá-los. Acredito que a forma mais clara e eficiente é observar o desempenho do estudante. Notas baixas, falta de interesse na escola, faltas sem motivo aparente, mudanças repentinas de humor, denunciam que algo não vai bem, seja bullying ou outro motivo.
É muito importante que fiquemos atentos. Procure dar apoio, inscrever a criança em outras atividades fora do colégio para que ele tenha um outro círculo de convívio social, reconheça e elogie suas capacidades para estimular sua auto-estima. Se o seu caso é de filho agressor, procure conversar de forma firme, sem violência, explicando e fazendo-o entender que suas atitudes prejudicam outra pessoa, ensine-o sobre suas responsabilidades, valorizando as suas mudanças de comportamento positivas e sinais de arrependimento que ele possa demonstrar. Lembre-se não é de maneira agressiva que vai conseguir ensinar que ele está errado. Em vários países, a direção das escolas vem desestimulando as perseguições deste tipo.

Comportamento agressivo em adultos
Ao longo da vida, as pessoas podem crescer e persistir com este comportamento na adolescência e ainda na vida adulta praticando os mesmo gestos da infância no ambiente de trabalho, com seus vizinhos, no ônibus, na política, ou seja, onde quer que o ambiente e a vítima lhe pareçam propícios. Desde pequenas, as crianças assumem o papel de agressor ou vítima, podendo, por incrível que pareça, quem um dia foi agredido tornar-se o autor dos abusos. Essa lógica parece um pouco complicada, porém, alguns tornam-se agressivos e passam a atacar para se defender e, inconscientemente, agir assim para passar ao grupo uma imagem de intimidação e evitar que sejam molestados novamente. Já em outros casos, ainda mais graves, quem é atormentado sucessivas vezes, pode desenvolver problemas psicológicos graves, como por exemplo, a depressão. As vítimas podem chegar a cometer atitudes extremas como o suicídio ou mesmo assassinato daqueles que o atacam. Logicamente cada caso diferente, mas é verdade que essa prática traz danos para o resto da vida.

Internet, griefers e o cyber bullying: uma arma.
A rede mundial de computadores tem sido usada ativamente para espalhar de modo mais eficiente as perseguições. Donos de blogs e usuários de sites de relacionamentos vem sofrendo ataques semelhantes aos relatados acima, mas aqui os griefres (como são conhecidos na atmosfera virtual) ganham a vantagem de se esconder no anonimato ou por trás de outra identidade, além do que, as ofensas são divulgadas com uma velocidade impressionante além de serem perpetuadas. Um dos casos que mais me chamou atenção foi o da a adolescente americana Megan Meier, que após receber mensagens depreciativas de um personagem fictício criado por suas vizinhas no site de relacionamentos My space matou-se enforcada com um cinto aos de 13 anos de idade no ano passado.

Acima, foto de Tina Meier, mãe de Megan, segurando o retrato de sua filha que se matou ao ser vítima de griefers.
Abaixo, Lori Drew, uma das vizinhas de Megan Meier. Ela e sua filha foram responsáveis pelo cyber bullying. Foto: ABC News

Gregory Brown, especialista em suicídio na Universidade da Pensilvânia, afirmou que humilhação pública pode influenciar um suicídio porque "a desesperança é muitas vezes um sério fator de risco, e caso você tenha sido publicamente humilhado e sua reputação tenha ficado marcada, seria fácil chegar a um estado de desesperança". Situações como essa, ele afirma, contribuiriam para a sensação de que a vida é intolerável.

GAROTA PENDURADA! ENTREVISTA
Conversei com uma vítima de Bullying. Nossa entrevistada, que prefere se identificar apenas como “M.” relata sua experiência:

GAROTA PENDURADA!: Como tudo começou, em qual local?
M.: “Na escola. Acho que após ter perdido meu pai, fiquei melancólica por um tempo. Comecei a sentir dificuldade em me abrir, eu era tímida e não levava jeito para esportes. Acho que eu não era o padrão de pessoa que eles esperavam. Isso foi um prato cheio para as perseguições começarem. Eu estava na 6ª série”.

GP!: O que seus colegas faziam com você?
M.: “Me humilhavam de todas as formas, colocavam apelidos, falavam das minhas roupas, jogavam coisas em mim em plena aula.”

GP!: Durante a aula? O que os professores faziam?
M.: “Os professores não diziam nada. Pediam silêncio para prosseguir com a aula e só. Diariamente todo mundo via o que eu passava, eram omissos. Ninguém me ajudava, aquela humilhação era constante.”

GP!: Uma característica do Bullying é a propagação de boatos, isso ocorreu com você?
M.: “Sim. Uma garota chegou a inventar que eu gostava de um colega de sala, e ele ao ouvir isso, começou a me perseguir também. A única “amiga” que fiz na sala se afastou de mim devido aos comentários que faziam.”

GP!: Como você encarava aquela situação?
M.: “Minha vida se transformou num inferno. Eu chorava muito sozinha. Não conseguia me sentir bem, vivia triste, me tornei um pessoa deprimida. Sei que algumas pessoas vão ler isso e provavelmente dizer: ‘A culpa é sua, por que não reagiu, por que deixou?’ Mas a coisa toda não é tão simples assim, para quem está de fora é muito fácil falar. Eu estava passando por problemas familiares muito grandes e estava super fragilizada. De início sentia medo de revidar e acontecer algo. E na verdade aconteceu.”

GP!: O que aconteceu?
M.: “Estudava à tarde de segunda a sexta. As aulas de Educação física eram feitas duas vezes por semana no período inverso. Durante um jogo de vôlei pela manhã, uma das meninas começou a me chamar por apelidos. Estava farta de tudo aquilo e dessa vez eu não agüentei e respondi a ela, ao invés de ficar calada como sempre fazia. À tarde, antes da aula começar, ela chegou à minha mesa e me deu um soco. Fui à direção denunciar, pois não suportava mais aquilo, ela foi chamada para conversar com os coordenadores do colégio.”

GP!:E o que medidas o colégio tomou, surtiu algum efeito na forma como seus colegas a tratavam?
M.: “Deram uma advertência verbal. Conversaram com ela explicando que não poderia fazer aquilo. Ela disse que me bateu porque de manhã eu a xinguei. Falei para a coordenadora que desde o início do ano letivo ela e outros colegas me perseguiam, contei toda a história. Ela disse a garota que se aquilo se repetisse iam tomar medidas contra ela. Ao menos não fui mais agredida fisicamente, mas aquilo não parava. Acho que a ação do colégio não foi muito efetiva, pois tudo estava na cara deles o tempo todo e deixaram a coisa acontecer. Além do que acho que para parar essas ações de bullying não basta ameaçar o agressor com punições, o corpo docente tem que trabalhar em cima de educação e respeito ao próximo, princípios básicos de caráter, sabe? A escola não serve apenas para ensinar fórmulas e regras de português, ela deve atuar na formação do cidadão também. Todos os anos vejo novos casos parecidos ou até piores que o meu e não vejo um empenho de verdade do corpo docente, no caso das agressões praticadas nas escolas. Mas o que esperar de uma escola pública onde você mal consegue ver as matérias da grade curricular porque falta material, profissionais, onde todos os anos há greve de professores. Você acha que eles estão realmente preocupados com isso? São raras a exceções.”

GP!: De um modo geral, como isso afetou sua vida?
M.: Eu perdi o ânimo para comer e para ir a escola, não tinha alegria de viver. Comecei a faltar, em especial as de educação física, buscava fugir da situação da forma como podia. Minhas notas caíram sem parar, até que eu reprovei de série.”

GP!: E sua família sabia o que acontecia? Notaram algo de estranho, devido ao seu desempenho ter caído tanto a ponto de reprovar?
M.: “Não contei para ninguém. Eu tinha muito medo. Uma bobagem, ‘né’? Não sei se poderia ter sido diferente se contasse, já passou. Minha mãe ficou chateada por eu não ter sido aprovada na 6ª série, achou que foi falta de interesse nos estudos, ela não sabia. Mas para mim foi um alívio, pois este colégio público em que eu estudava as séries se alternavam de turno: pela manhã era a 7ª à tarde a 6ª série. Então apesar de saber que para mim repetir um ano era um longo tempo perdido, por outro lado eu me vi livre de conviver com aquelas pessoas que me maltrataram tanto, sem motivo algum.”

GP!: O que sente por aqueles que fizeram tudo aquilo contigo?
M.: Durante muito tempo senti muito ódio deles e ficava muito triste quando vinham os fleches de memória dos insultos. Jamais entendi sua motivação, porque fizeram aquilo logo comigo, entende? Nunca lhes fiz mal. Mas superei, recuperei minha auto-estima.”

GP!: E o que a ajudou a superar? Como está sua vida hoje?
M.: “Em primeiro lugar DEUS. Bom, eu acredito. Tenho fé. O tempo passou, as feridas cicatrizaram, vivendo adquiri maturidade. Vi que não sou nada daquilo que falavam a meu respeito. Acho que faziam aquilo porque eu era imatura. Porque queriam se mostrar fortes, mas na verdade alguns são tão fracos que precisam se sobressair em cima de alguém frágil para mostrar que são alguém eles buscam se auto-afirmar. Descobri que há em mim uma força para lutar pelos meus objetivos. Hoje em dia não deixo palavrinhas negativas me desanimarem. Sou realista e consigo separar a crítica construtiva (que pode me ajudar a crescer) de insultos e coisas do tipo."

GP!: Que mensagem gostaria de passar para quem pratica essas agressões e também para os que sofreram o mesmo que você ou passam por isso hoje?
M.: "Bom, não sei o motivo pelo qual o bully, griefer, etc. age assim, porém eu digo que a atitude é errada. Nada Justifica nada, pode explicar, mas não justifica. Quero dizer que, se a pessoa tem uma família desestruturada, um dia difícil, um problema, não é descontando isso em alguém que a situação será resolvida. Nós não sabemos como vamos estar amanhã. De repente o agressor de hoje pode vir a ser vítima. Eu espero, de coração que isso não aconteça, eu vivi isso e garanto que não é algo bom, tomara que eles aprendam isso de outra forma. E para quem está sendo perseguido, digo que não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda. Não deixe que te massacrem. Você não é obrigado a aceitar essa situação, evite que isso evolua.”

Agradecimentos:
M.
Wikipédia
Observatório da infância e demais colaboradores.

Para saber mais:

O OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA traz textos interessantes sobre o assunto e disponibiliza uma atividade para testar o que você sabe sobre o assunto. Imprima, leia e complete: http://www.observatoriodainfancia.com.br/IMG/pdf/doc-214.pdf
Site SeguraNet traz dicas aos pais para ajudarem seus filhos a burlar o cyber bullying: http://www.seguranet.pt/index.php?section=39



Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
Creative Commons License
Já ouviu falar em BULLYING ? by Nat Valarini is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at garotapendurada.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://garotapendurada.blogspot.com/.