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domingo, 13 de setembro de 2009

Segura?

Por Nat Valarini

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveu desafiar os hackers brasileiros para comprovar a credibilidade do sistema de urnas eletrônicas do país.
Os cidadãos, maiores de 18 anos, que quiserem testar suas habilidades burlando o sistema de uma urna, concorrerão a prêmios que vão de R$ 2 mil a R$ 5 mil.
Os interessados devem se inscrever até o dia 13 de Outubro deste ano e mostrar seus planos de ação (que serão avaliados pelo TSE), descrevendo o que pretendem fazer e de quais ferramentas precisarão. Para saber mais detalhes, clique aqui.
Opinião pessoal: É bacana ver que eles estão dando acesso a população, tendo em vista que, anteriormente, o processo foi aberto apenas para entidades específicas, mas... que valor de prêmio é esse?
Sou daquelas pessoas que acreditam que nem a mais convicta das virgens é inviolável, que dirá uma máquina, ‘né’?
De qualquer modo, meu receio maior, em relação às próximas eleições, não está, exatamente, nos piratas da rede, mas sim nos ‘barbas negras’ da POLITICAGEM nacional que, mesmo sem artifícios cibernéticos, conseguem promover as maiores falcatruas.
Afinal de contas, nos grandes currais eleitorais, os senhores de engenho, digo, os nobres políticos-coronéis, não dominam as artes virtuais, mas sim a compra de votos com “um par de sapatos e um saco de farinha...”, como diria o poeta.

Siga-me pelo Twitter, clique aqui!

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Imagem: Blog CDC

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Com GRACIAS é (bem) melhor!

Por Nat Valarini

Era véspera de ano novo, faltavam pouco mais de 15 horas para o réveillon e eu precisava de algo para anotar as inúmeras tarefas. Resolvi ir a uma papelaria e comprar a agenda que usaria pelos próximos 365 dias.
Depois de revirar as prateleiras, encontrei o exemplar perfeito: tratava-se do "Livro da Tribo". Cada página era destinada a um dia diferente, como qualquer agenda. Entretanto, havia algo especial: as folhas traziam belas gravuras, poemas, pensamentos e alguma atividade, sempre em busca de reflexão. Foi aí que tomei conhecimento da importância de falar GRACIAS ao invés de OBRIGADA.
O autor da proposta dizia que agradecer em espanhol era como dizer a outra pessoa "Sua ajuda foi para mim uma graça, uma dádiva" e sugeriu que deixemos um pouco de lado o termo "obrigado". Pensei nisso e vi que faz sentido, pois em português, soa formal e carregado de pesar, algo forçado.
Se você procurar outros significados nos dicionários para a nossa palavra, além de agradecimento, encontrará as seguintes definições:
1 Impor obrigação a
2 Constranger;
3 Levar (outrem) a fazer, a se decidir;
4 Impelir;
5 Sujeitar.
Logicamente, estamos diante de mais um caso de homônimos perfeitos: palavras semelhantes na escrita, mas diferentes em seus significados. Mesmo assim não deixa de ser interessante usar algo mais leve e divertido ao falar. Tente substituir uma única vez, não vai lhe custar nada.
Antes que apareçam nos comentários alguns loucos nacionalistas, defensores da cultura tupiniquim, dizendo que estrangeirismos são pragas que precisam ser exterminadas - a começar pela minha postagem - aviso:
Deixe de ser um sujeito tão SEM GRACIAS.
Vá por mim: COM GRACIAS É (BEM) MELHOR, MUCHACHO!

P.S.: Sua visita e seu comentário são dádivas para este blog!



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terça-feira, 14 de julho de 2009

19 anos de ECA

É preciso levar o Estatuto mais a sério para garantir o bem-estar das crianças, afinal, ele deveria ser algo mais do que meras palavras bonitas em um livreto de bolso.
por Nat Valarini

Na mais tenra infância, através de certas estórias, somos levados a crer que o bem sempre prevalece e que o mal pode ser vencido através de alguma fórmula mágica, numa configuração pouco inteligente de ilustrar os valores morais. Com o passar do tempo, enxergamos a realidade à medida que a vida mostra suas garras.

Viver hoje em dia é uma tarefa difícil, principalmente, para a criançada, pois o respeito aos pequenos tem sido deixado de lado, seja pelos adultos que os cercam e/ou pelas autoridades.
Foi-se o tempo em que os maiores vilões da garotada eram bruxas ardilosas, madrastas malvadas ou meio-irmãs invejosas. Agressões físicas e dominação psicológica são ‘apenas’ algumas formas de maus-tratos cometidos.

Visando o bem estar dos que pouco podem fazer para se defender, foi criado o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que comemorou ontem - dia 13 de Julho de 2009 - 19 anos de existência. Pode parecer pessimismo de minha parte, mas quando leio a frase “...a criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais e públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência” penso que é algo belo de se ouvir, mas que ainda está muito preso à teoria, principalmente se o guri em questão é classificado como “PPP”: Preto Pobre de Periferia.

Façamos a seguinte reflexão: - Será que o Estatuto vem sendo bem aplicado? A população está fazendo a sua parte para proteger a integridade da criança?

A cada dia que passa, aumentam os abusos contra menores em todo país; fora os casos não denunciados que não entram para as estatísticas, acobertam os agressores e geram traumas difíceis de serem superados.
A principal arma de coação contra o menor é, sem dúvidas, o abuso psicológico que nem sempre é descoberto facilmente e estende suas ramificações de forma silenciosa, acompanhando a violência sexual e outras formas de violação.

Neste país de território tão extenso, onde é espalhada a cultura da morosidade na justiça, do ‘deixa para depois’ e do ‘cala-te boca’, é preciso que a população também una forças para que o ECA seja empregado tanto numa grande metrópole, quanto numa cidadezinha qualquer de interior e ajude a denunciar os crimes contra os menores de todas as classes sociais. Afinal, tapar os olhos diante dessa situação é contribuir com o sofrimento alheio e, consequentemente, com a privação da infância.
Imagem retirada do site Zine Brasil

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

BOLSA PUTARIA

Por Nat Valarini

Leitores queridos,

venho por meio desta postagem satirizar o cenário político nacional, pois, assim como o nobre deputado Sérgio Moraes PTB-RS, estou me lixando para o decoro, a ética e os bons costumes.

Esta semana, após a declaração do EX-relator do Conselho de Ética da Câmara (“Estou me lixando para a opinião pública”) – o mesmo que, supostamente, usou dinheiro público em ligações para o Disque-Sexo - causou a inflação nos preços de lixas e, também, o consequente aumento nas tarifas de serviços essenciais como o sexo oral, digo, o Tele-sexo, o que vem dificultado o acesso de consumidores carentes a estes... produtos.

Por isso, o blog Garota Pendura, em solidariedade aos homens que fazem política por essas bandas e, principalmente, em respeito aos direitos do consumidor, dá início a campanha que exige a implantação do Bolsa Putaria, um novo tipo de assistencialismo governamental.

O programa oferecerá a, no mínimo, 1.000.000 de famílias de baixa renda, uma ajuda de custo para ser utilizada em serviços públicos de telefonia erótica, com tarifas mais justas que as da iniciativa privada, afinal, nem todo cidadão brasileiro possui acesso aos cofres da União para gastar e se esbaldar.

Esta iniciativa também deve gerar uma diminuição no desemprego tendo em vista que serão abertos concursos em todo o território nacional para o preenchimento de vagas para atendentes de telemarketing, mas só as gostosas, evidente.

Além disso, o Bolsa Putaria , deve garantir o financiamento para compra ou construção de castelos fabulosos. Já que vivemos numa sociedade democrática e igualitária, não é justo que apenas Edmar Moreira se apodere de uma mamata para construir seu próprio imóvel medieval em Minas Gerais e o restante da nação continue vivendo em malocas aos trancos e barrancos.

Amados, é rir para não chorar.

Ah! E não percam a promoção 'NA MINHA MÃO É MAIS BARATO'*: a autora desta bagaça, está vendendo lixas a preço de custo para qualquer pessoa se lixar à vontade - estudantes pagam ‘meia’ - sem gastar muito.

CORRAM: Oferta válida enquanto durarem os estoques!!!

*Aceito cartões: Visa, Master e corporativos em geral.

P.S.: Votem no Garota Pendurada para o prêmio TopBlog:





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terça-feira, 7 de abril de 2009

Marcha da Maconha 2009: Brasília em contagem regressiva

Por Nat Valarini

“Sábado de Sol
Aluguei um caminhão
Pra chamar a Galera
Pra comer feijão
Chegando lá, mas que vergonha:
- Só tinha Maconha!
‘Os maconheiro tava doidão’
Querendo o meu feijão.”
A canção acima deveria ser um dos hits da Marcha da Maconha deste ano, afinal, depois de dar um tapinha para relaxar, a galera não vai conseguir pensar em palavras de ordem mais, digamos, complexas, para ‘bocejar’ no evento.
A edição 2009, prevista para acontecer no Distrito Federal em 09 de Maio, pontualmente (rs...) às 15hs em frente à Catedral de Brasília, conta com adeptos que encontram-se no Parque da Cidade para, como eles mesmos citam, ‘reuniões preparatórias’.
Como será essa rodinha, quero dizer, reunião? Será que, ao som de Bob Marley, eles treinam hinos de protesto contra essa sociedade CCC (cínica, capitalista e careta)? (sic).
Brincadeirinhas à parte (ou melhor, vou continuar brincando sim!), a turma da cannabis busca fazer discussões sobre a legalização do bagulho em clima de descontração total e em contagem regressiva, até a chegada do grande dia.
Os usuários, digo, militantes do movimento pró Marijuana afirmam que a intenção não é a apologia ao uso indevido de drogas, mas sim promover um debate sobre o tema e a mudança da política de drogas.
Há ainda quem declare que, os que se opõem são desinformados e preconceituosos, baseados (com trocadilho²) na tese de que a marcha vai além de legalizar a planta para o fumo: defende o uso da erva daninha também para a fabricação de roupas, papel e combustível, ou seja, escondem sua fissura por detrás de um discurso eco-chato-alternativo.
Maconheiro ou não, eu afirmo a você que não posso ficar em cima do muro ou dar uma opinião hipócrita na tentativa de agradar a gregos e troianos. Dando-me ao luxo de ser (extremamente) parcial, sem mais rodeios: sou contra a legalização!
Tudo pelo simples fato de acreditar que este é um passo para o aumento da oferta do produto e, consequentemente, de seus consumidores. Penso que os reais interessados querem mandar o THC (propriedade alucinógena da planta) ‘pra dentro da cabeça’, noiam enquanto babam em suas camisetinhas ativistas-fashion com estampas de ícones que já passaram desta para uma pior.
Mas é isso, este blog é um veículo de comunicação que está disposto a jogar informação no ventilador e deixar vocês leitores, sejam do reggae, sejam do rock, cientes do que acontece nas bandas de cá e no mundo. A marcha da maconha vem aí, o recado está dado.

Ah! Segue o link com a programação nacional da marcha para 2009:
Imagem: marchadamaconha.org


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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Lei quer proibir venda de bebidas alcoólicas aos embriagados

Por Nat Valarini

Caso as discussões a cerca de medidas provisórias não atrapalharem, o projeto polêmico da deputada Rita Camata (PMDB-ES), poderá ser votado ainda este mês pela Câmara dos Deputados, após 14 anos tramitando.
O PL 810/95 trata da proibição da venda de bebidas alcoólicas para quem estiver visivelmente embriagado e também a colocação de advertências nos rótulos das garrafas para alertar os consumidores sobre os efeitos nocivos do álcool à saúde de mulheres grávidas, em especial, dos fetos. Prevê ainda multa e/ou reclusão de 06 meses até dois anos para quem desrespeitar as regras.
Vejam o que a idealizadora pensa: "É uma política que busca a redução dos danos causados por essa droga lícita, socialmente aceita, mas que traz imensos prejuízos", diz Camata*.
Confesso que, em relação aos bêbados, pequei pelo meu radicalismo várias vezes. Como eu não bebo, olhava para os ébrios e queria que esses camaradas, em especial os que não tem um pingo de respeito por si mesmos, sentassem num engradado e enchessem o cú de cachaça.
Entretanto, ainda há em mim uma pontinha compaixão que me faz enxergar este projeto como uma tentativa de proteger a pessoa de si mesma, uma espécie de benefício para o fígado alheio, já que o ‘bebum’, na maioria das vezes, deixa a síndrome da abstinência ser maior que sua força de vontade.
Sei de uma coisa: se entrar em vigor, vai ser difícil fiscalizar, ou mesmo impedir, que as pessoas encham a cara com a conivência do barman ou do tiozinho do botequim da esquina. Contudo, não deixa de ser uma iniciativa válida, mas que, com toda certeza, encontrará uma forte resistência cultural da população que está acostumada ao etanol de cada dia.
Se eu fosse a deputada federal Sandra Rosado (PSB), relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, colocaria a seguinte observação: Aquele que for pego dando uma ‘pinguinha pro Santo’ vai direto para o xilindró.
Pensem comigo: Há tantos botecos nessas terras tupiniquins que, se cada bêbado derramar no chão um dedinho de água ardente, em oferenda ao tal do santo, o pobre coitado já está para lá de Bagdá a séculos!
Seria o alcoolismo um dos motivos para que os santinhos se esqueçam do planeta terra e o deixem em meio ao caos?
Imagem: Cena do Filme ‘O ÉBRIO’ - Gilda Abreu


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mulher macho? Não senhor!

Por Nat Valarini

Este é um blog feito por uma garota, mas tenho o cuidado de não deixá-lo com ar ‘mulherzinha’, pois não faço da minha vulva uma bandeira de movimento ideológico. Escrevo para o ser humano e não para um sexo específico. Inclusive, boa parte dos meus leitores mais assíduos são homens (e olha que nem publiquei aqui fotos dos meus ensaios nus para que essa fidelidade-literária masculina se tornasse possível!).
Acredito que consigo fazer uma boa parceria entre leitores de todos os tipos pelo diferencial do meu trabalho e não por causa de uma condição, compreendem?
Enfim, essa embromação toda é para, mais uma vez, protestar contra aquele estereótipo de que para ser inteligente (ou pseudo-intelectual) as mulheres tem que bancar as nerds, ser feias, brutas, sem vaidade, ter pernas peludas e falar grosso! Será mesmo que para ser intelectualmente respeitada há necessidade de bancar a masculinizada?
Já citei em postagens anteriores, em especial na ‘Nem femista nem machista’ que sou contra a guerra entre os sexos e, sinceramente, acho que um homem jamais conseguirá ser tão feminino quanto uma mulher, no máximo, um afeminado que acha que entende da fruta. Descarto a idéia de que o homem precisa de trejeitos para compreender e falar com as mulheres. Ao mesmo passo que a mulher, na luta pelo direito a igualdade, ao tentar se igualar ao homem, anula o seu principal diferencial: o simples fato de ser mulher para tornar-se uma ‘mulher-machão’ ou como diria meu (amado) autor favorito, Nelson Rodrigues, um macho mal acabado.
Antes que os babacas alternativos de plantão venham taxar-me de retrograda, quero frisar (entenderam? FRISAR!!!) que, para mim, homens e mulheres são diferentes sim e que são essas disparidades inigualáveis que tornam as relações interpessoais tão belas de se viver, pois machos e fêmeas se completam, em vários campos.
Eu gosto de ser quem eu sou. Consigo ter garra, força, lutar e vencer sendo feminina e nunca vou perder essa característica. E não é por isso que eu vou precisar bancar o sexo frágil, assim espero. Mulher macho? Não senhor!
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

The Ultimate Joker?

Por Nat Valarini
Lembra-se do ator australiano Heath Ledger? Não?!
Deixe que eu lhe refresque a memória: ele foi um dos atores que interpretou o romance gay entre cowboys em ‘O Segredo de Brokeback Mountain’. Mas além deste filme, ele já havia escrito uma tragetória de sucesso com grandes atuações em ‘O Patriota’, ‘Casanova’, ‘Ned Kelly’, ‘The Dark Knight ’ (pelo qual recebeu o oscar póstumo de melhor ator coadjuvante), entre outros.
Após sua morte precoce, em 22 de janeiro de 2008, seus fãs iniciaram uma série de homenagens aquele que teria sido, segundo muitos, o melhor Coringa de que já se teve notícia. Uma das demonstrações de carinho a Ledger que mais me chamou a atenção é a campanha ‘The Ultimate Joker’, em que seus fãs fazem um abaixo assinado via internet para que este seja o último Coringa da série.
Eu assisti ao filme e confesso que, mais uma vez, o ator se superou e provou ser multifacetado. Batman, realmente, teve um inimigo à altura enfrentando o vilão. Mas, quem assiste aos filmes do ‘Cavaleiro das trevas’ a anos deve se lembrar que antes de Ledger, Jack Nicholson era quem encarnava o personagem (e ficou puto da vida, por sinal, por não ter sido incluído no elenco de ‘The Dark Knight’, sequencia de Batman Begins).
Imaginem só se os fãs do antigo Coringa tivessem feito uma campanha para que Nicholson fosse o último (mesmo este ainda estando vivo) e se este apelo fosse acatado pelos produtores? Simplesmente, o público teria perdido a oportunidade de apreciar esta atuação brilhante.
Sim, meus caros, ele foi genial e partiu cedo demais. Porém, esta foi uma fatalidade. Acredito que, se couber dentro da série, é importante que seja dada a outros atores a oportunidade de demonstrar o seu talento ao interpretar esta mente complexa.
Uma das minhas maiores convicções é a de que o mundo gira e que a vida não para. Fato: a campanha não vai trazê-lo de volta a vida.

O que você pensa sobre isso?

Para saber mais
Visite o site da campanha (em inglês): http://www.theultimatejoker.com/

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Estupro audiovisual

Por Nat Valarini

Tenho a impressão de que após o país ter passado por tempos difíceis de ditadura, parece que seu povo resolveu usar e abusar da tal liberdade de expressão, ou seria libertinagem de comunicação?
Todos nós temos o direito de fazer o que quisermos dentro da lei e devemos estar conscientes que arcaremos com as consequências. Por isso, defendo a idéia de que as outras pessoas não são obrigadas a compartilhar de nossas esquisitices, devemos dar a elas opção de escolha.
É como se alguns indivíduos tivessem perdido a noção do convívio em sociedade e necessitassem empurrar goela abaixo as suas vontades e, principalmente, suas perversões.
Hoje sem que se vá procurar, o explícito chega até nós e de forma invasiva, sem pedir licença através da publicidade e seus meios de comunicação ou de conversas corriqueiras entre populares. Intencionalmente ou não, os ditos-cujos cometem uma espécie de estupro audiovisual.
Estamos na era em que a informação é cada vez mais acessível, logo não preciso que um cidadão venha compartilhar comigo o novo ‘sucesso’ das bandas A, B ou C através de seu som automotivo. Mas agora é que vem a melhor parte: Nos ônibus, a nova ‘sensação’ é ligar o celular ou MP3 (no último volume) sem fones de ouvido e tocar um poupuri de músicas do tipo “Ai, eu vou gozar, vou gozar...”, “senta que é de menta”, “vou morder o seu grelinho”. Então eu me pergunto: “- Que diabos eu tenho a ver com isso? Quer ouvir lixo, ouça só para si. Ponha a po**a do fone no ouvido!”
Além do mais, não respeitam ninguém. No Distrito Federal, minha atual morada, não é difícil andar e encontrar na rodoviária local, a cada três metros, uma banca de camelô com DVD’s piratas de filmes pornôs. Venda seu ‘peixe’, mas deixar aquele tipo de mercadoria exposta aos olhos de todos, inclusive ao acesso de crianças, isso é algo com o qual eu não concordo.
É fato que a cada nova geração, os pequenos estão mais precoces, mas acredito que a descoberta da sexualidade deve ser feita de maneira natural e saudável e não dentro de um coletivo através de uma canção de banda ‘rampeira’ ou de uma fotografia de Fist fucking.
Deixemos nossas parafilias para um local mais adequado, para compartilhar com alguém que realmente queira e lhe dê consentimento. Como dizia minha avó: “- O nosso direito termina quando o do outro começa.”

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Auto-ajuda = ajude a si mesmo!

por Nat Valarini

"Viver amanhã é muito tarde. Viva hoje" foi a frase que surgiu para mim hoje no Orkut, enquanto me questionava sobre certos assuntos espinhosos. Isso me levou a crer que há um complô para que eu vá pelo caminho tortuoso (quem tiver que entender, já sabe do que se trata!).
Voltando ao assunto, as frases encontradas principalmente em literatura de auto-ajuda, não são a solução para os seus problemas, funcionam como pequenos gatilhos que disparam apenas aquilo que há no seu interior, ou seja, a resposta está dentro de nós mesmos. Entregar a sabedoria otimista nas mãos de um cético imutável é garantia de perda de tempo, por exemplo: se afirmar para um homem que está prestes a se matar que aquela não é a solução , a única coisa que o impedirá é o fio de esperança que ainda resta nele e não uma mera frase.
Trocando em miúdos: não adiantaria nada abrir um livro e encontrar a citação "Sorria, pois a vida é bela!" se você estiver convicto de que existir não vale a pena, ou seja, se a própria pessoa não estiver aberta à mensagem, o ensinamento não surtirá efeito algum.
Antes que meus ‘fãs ao contrário’ venham mais uma vez dizer que sou radical e que exemplifiquem como já salvaram metade do planeta com filosofia de botequim, digo-lhes que não estou desmerecendo a sabedoria popular, apenas afirmo que àqueles que se beneficiam com as frases de efeito estão, antes de tudo, realmente dispostos e suscetíveis a elas, abertos a experimentação e o melhor: talvez não precisem delas, sua necessidade é de um 'algo a mais'. Afinal, há uma máxima que diz: “Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo.”
PS.: Sobre a frase que continua martelando a minha mente eu decidi fazer como a personagem do filme ‘E o Vento Levou’: “É, amanhã eu pensarei nisso, só amanhã, afinal, amanhã será outro dia!”.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ho, ho, ho é o c*****o!

Por Nat Valarini


O blog sofreu uma pequena mudança no template para comemorar o natal ao meu estilo! Esta Mamãe Pinup é bem melhor que o Papai Noel, pois é mais charmosa que aquele velho barrigudo. Além disso, a figura mostra bem o que vem substituindo o espírito natalino: o espírito compulsivo! Penso que em breve vão parar de desejar "boas festas" para falar "boas compras", ainda mais nesta época. Por este motivo, ouço muita gente dizer que detesta o Natal. Gosto do natal, mas concordo quando dizem que o princípio básico desta data ficou de lado.
Ano passado atendendo a pedidos, enfeitei o local de trabalho com toda a parafernália natalina e um cliente elogiou a decoração, disse que fiz um bom trabalho e começou a falar bem da árvore de natal, comentou que já havia montado a dele e perguntou se eu já tinha montado a minha. Respondi que gosto de ajudar, mas não faço isso em casa, pois minha família não tinha esse hábito, para mim é indiferente.
No mesmo instante a revolta ficou estampada na cara do homem, e ele começou a dizer que as pessoas têm de ter o espaço para a ilusão, que aquilo fazia parte e a vida não era só a dura realidade, que nós precisamos da árvore e do papai Noel, aquilo é cultura, etc. Ele berrou até perder o fôlego.
Tentei explicar que não tive a intenção de ofendê-lo, mas quem disse que eu consegui?
Ele não parava de falar um segundo e finalizou dizendo que não estava gostando do rumo que a conversa tomou, valia a pena conversar quando as pessoas estão dispostas a dialogar e abrir a mente a novas idéias. Fiquei perplexa, pois além das frases do início do diálogo (que depois passou a ser um monólogo) eu não disse mais um “A”.
Por estar no meu ambiente de trabalho tinha que manter a pose. Passados alguns dias o cidadão retornou no dia de costume e eu o recebi com um sonoro e sincero bom dia, nós conversamos normalmente, como se nada daquilo tivesse ocorrido na semana anterior.
Dezembro me fez relembrar essa história e me levou a refletir sobre como boa parte das pessoas ainda não está preparada para lidar com as diferenças umas das outras e ainda dizem que estão plenas do clima natalino.
A maioria está repleta de ornamentos de plástico em suas casas e caraminholas na cabeça.
Não é mais fácil deixar que cada um faça suas escolhas e tenha suas preferências ao invés de tentar empurrar goela abaixo a sua verdade? Nascemos e crescemos em lugares diferentes, recebemos uma educação distinta, então por que (se puder me convença) todos deveriam gostar das mesmas coisas? Por que se preocupar tanto das outras pessoas não compartilharem das suas ilusões?
O time de futebol para o qual você torce, a roupa que veste, a cor de seus sapatos, seu corte de cabelo, onde passou as últimas férias, sua banda preferida, com quantos anos ‘perdeu’ a virgindade, se acredita em Papai Noel, se tem ou não árvore de natal em sua sala, isso é pessoal gosta e acredita quem quiser.
Não me venham com essa de ho,ho,ho.
PS.: Quer saber? Ho, ho, ho é o caralho!
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nem femista nem machista:

Na guerra entre os sexos eu prefiro ficar do lado da Cruz vermelha

Por Nat Valarini



Já faz um tempo que a mulher conseguiu mostrar seu valor e importância na sociedade e desfrutar de direitos semelhantes aos dos homens após saírem às ruas em movimentos feministas. De lá para cá, muitas mudanças significativas foram conquistadas, mas também muita água rolou por debaixo da ponte. Como estou falando de mudanças, muitas delas não vieram de maneira pacífica, mas foram alcançadas por meio da ‘guerra’. Falando de homem e mulher não foi assim tão diferente. Entre mortos e feridos, o que restou de tudo isso hoje? Scars baby... em alguns casos, cicatrizes difíceis de sarar.

A verdade é que as mulheres têm tanta capacidade quanto os homens para realizar atividades como: dirigir, assumir um cargo de chefia seja no emprego ou na família. Da mesma forma um homem pode, sim, cozinhar maravilhosamente bem, cuidar dos filhos e realizar outras tarefas tidas como estritamente femininas. A mulher de hoje quer, e com razão, ganhar salários equivalentes aos dos homens, mas nós meninas também podemos dividir a conta do restaurante, porque não?

Acho que o principal motivo das brigas entre os sexos vão além de gênero, postura e cultura. Entra na disputa de interesses muito orgulho e egoísmo. Após décadas de repressão, algumas garotas preferem não agir de determinado modo para não se tornarem vassalas e os rapazes preferem seguir à risca a forma como a sociedade ensina que um homem deve se portar para não ferir sua masculinidade. Meu caro guri, você não vai ter o pênis amputado por ajudar sua mãe a limpar a casa. E você guria, não estará transformando-se em escrava por cozinhar para o seu esposo, namorado ou mancebo.

Para algumas colegas fêmeas, é um absurdo você dizer que fez o jantar ou que passou a roupa dele, que isso é ser submissa. Na boa, sou casada e faço essas coisas para o meu esposo porque o amo e posso fazê-las por opção. Ele age da mesma forma para comigo. Perdi a conta das vezes em que cheguei a casa após um dia cansativo de trabalho e tudo estava limpo, comida feita e fui recebida com carinho e, mesmo assim, ele não deixou de ser homem por isso e também não achou que ia lhe quebrar um braço se o fizesse. De qualquer modo, esta postagem não veio para tratar de afazeres domésticos, mas sim alertar sobre alguns equívocos que aconteceram ao longo do tempo.

Vejo algumas pessoas que de feministas tornaram-se femistas. Sim, versões machistas, só que para mulheres, uma distorção do movimento feminista que busca questionar o tabu da superioridade de um sexo em relação ao outro, o femismo acredita na superioridade da mulher em relação ao homem e eu não creio que isso seja verdade. Ora, não pensem que faço o estilo subordinada nem venham apedrejar o meu blog ao lerem isso, mas, eu acredito que, quando há excessos todos tendem a perder alguma coisa. Femistas? Machistas? Para mim são todos babacas. Da mesma forma que eu não gosto de ouvir um ignorante dizer que mulher só serve para pilotar fogão, um homem não se sente muito à vontade ao ser destratado, humilhado e acusado pelo simples fato de ser do sexo oposto. Claro que há casos e casos, mas eu estou falando do lado hard da história.

Quem você pensa que é ditando palavras de ordem? São ruins tanto a ‘mulher Amélia’ quanto o homem machista que criam os filhos sem noção de respeito numa perspectiva preconceituosa. Tão ruim quanto a Amélia e o machista é a mulher mulherzinha, que grita por direitos iguais faz e acontece, mas na hora de partir para a igualdade de verdade, pula fora querendo recorrer ao seu ‘lado frágil’, acho isso uma atitude burra e também, machista! Mulher machista é foda! Sim, pior do que esses três juntos sem dúvida é a pessoa hipócrita. Sei que ainda há muito preconceito e desigualdade entre os sexos, porém eu creio que não é a intolerância que vá fazer esse quadro mudar.

Se você me disser que ao ler a postagem anterior que falava sobre “Feminicídio: a problemática da violência contra a mulher” pensou que eu era femista e que agora virei a casaca, está enganado (a)! Não aprovo ‘ismos’, acho que eles não levam a nada. Sou simplesmente uma mulher centrada que sabe e gosta de ser mulher e que gosto e sei reconhecer o valor de um homem de verdade, sem tantas máscaras, apenas o ser humano, dentro de suas necessidades e limitações, onde ambos os sexos se complementam. Nós vivemos em um planeta caos que deve ser melhorado com a cooperação de todos, não estamos na ilha das guerreiras amazonas, nós precisamos dos homens e eles de nós.

Vamos sim, lutar por um mundo mais justo, mas para todos, homens e mulheres, pois se for armada uma nova guerra, eu não darei pitaco em nenhum dos lados, vou socorrer os feridos junto com a cruz vermelha.

Fala-se muito em paz e igualdade, briga-se (ao invés de reivindicar) por muito pouco.

Para saber mais:

Dedico esta postagem a todos que lutam pelos princípios básicos Liberté, Egalité, Fraternité (Liberdade, igualdade e fraternidade).

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Feminicidio: a problemática da violência contra a mulher

Por Nat Valarini


Estamos no ano de 2008, com tanto acesso a informação e a educação, ainda hoje um hábito ultrapassado e carrancista paira em nossa sociedade: o domínio sobre a mulher através da força e humilhação. Não é incomum vermos na mídia casos de crimes baseados em gênero, ou seja, homens justificado atos de violência contra as mulheres em nome da honra e do orgulho de macho ofendido.

Quem não se lembra do caso Sandra Gomide (foto ao lado), assassinada pelo ex-diretor do Estadão, Pimenta Neves, inconformado por ter sido rejeitado após o fim do relacionamento, o jornalista assassinou Sandra friamente e apesar da barbárie que cometeu está livre, desfrutando de toda liberdade, mesmo tendo sido condenado. O exemplo mais recente e muito divulgado é o caso Eloá. Motivado por ciúme o ex-namorado seqüestrou a moça e após mantê-la refém por aproximadamente 100 horas, matou a jovem de 15 anos com dois tiros e baleou sua amiga Nayara. Casos como estes não são simples crimes passionais, mas sim o retrato escancarado da violação dos direitos da mulher.


Não é possível que os meios de comunicação ainda abordem casos como estes numa atmosfera de romance como se estivessem filmando um reality show. Ao invés de buscar conscientizar as pessoas, tudo o que vejo são os (anti) profissionais de mídia darem notícias sensacionalistas na guerra pela audiência, noticiando que ‘em nome do amor jovem persegue e elimina namorada’. Que amor é esse que esquarteja a integridade física e moral de outra pessoa? Que sentimento, senão o de posse leva um homem a querer obrigar uma mulher a ficar com ele até as últimas conseqüências? O nome disso é feminicídio (ou femicídio, como você preferir).

Em alguns casos, a impunidade persiste restringindo o direito à vida, à liberdade e à individualidade, privando assim o ser do sexo feminino de usufruir inclusive dos direitos humanos, transformando o relacionamento em desrespeito metódico. Todos os anos, em diversas partes do mundo, mulheres de todas as idades são maltratadas, humilhadas, mutiladas e assassinadas. Pelo simples fato de serem do sexo oposto, alguns homens ainda se vêem no direito de exercer poder sobre a vontade da companheira ameaçando-a e violentando-a e apoiados na cultura patriarcal tentam justificar o que não tem explicação. São pais, irmãos e companheiros que agridem por anos seguidos as suas mulheres, propagando a violência doméstica e perpetuando os mesmos hábitos nas descendências seguintes, uma vez que estes maus exemplos são passados de geração para geração.

Em vários locais, a cultura do medo faz com que casos de homicídio de meninas não sejam levados em consideração nem mesmo pelas autoridades que fazem vista grossa diante dessa situação. Dessa forma, há o crescente número de mortalidade feminina que é causado também pelo abandono e negligência com relação à saúde já que em muitos países, somente o homem é respeitado e valorizado.

Houveram alguns avanços no Brasil, como por exemplo, a lei Maria da Penha, mas mesmo assim é preciso cobrar que a justiça seja aplicada de forma mais eficiente e lutar pelos direitos das mulheres, protestar para que os agressores recebam a punição devida.

Para saber mais:
Livro Femicide: The Politics of Woman Killing - de Diana Russel e Jill Radford
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

e-SEX: O que leva pessoas a trocar o sexo real pelo virtual?
Por Nat Valarini

Com a inclusão digital, facilidades para comprar um computador pessoal e a abertura de lan houses, o acesso a informação e as comunicações tornou-se mais simples.
Seja para ler as notícias de economia ou para conhecer pessoas, o que não falta são opções de sites de relacionamento e salas de bate papo. Além de expandir a rede de amigos, as pessoas fazem contatos profissionais e até fazem relações sexuais virtuais.
Escondidos pelo anonimato, homens e mulheres entregam-se a fantasia de encarnar um personagem esteriotipado, muitas vezes, completamente diferente de sua personalidade na vida real. Fora da realidade, pode-se experimentar de tudo inclusive, se passar por alguém de sexo oposto, dizer que é loiro de olhos azuis, mesmo sendo moreno de olhos pretos, falar que é alto tendo na verdade 1,50m. Uma identidade falsa e a garantia de não ter compromisso com o parceiro on line são grandes atrativos do sexo virtual, além de ser mais fácil de se conseguir um "contato mais íntimo".
Nos chats há salas especialmente voltadas para o tema com públicos variados: GLBT, pegação, sexo casual, Sadomasoquismo, voyerismo e por aí vai. Até nas salas destinadas a amizade, por exemplo, você encontra alguém ‘chamado’ Gato manhoso, Taradinha ou 23cm na cam. Apelidos sugestivos são usados pelos internautas como chamariz na busca por relações à distância.
Se a conversa for agradável, o casal dá continuidade à relação, caso o vocabulário seja fraco, segundo os adeptos, é só escolher outra pessoa e soltar o verbo, afinal toda a excitação sem contato físico vai ser gerada nos pensamentos da pessoa, quem quer experimentar, vai munido de muita imaginação.
Quando é apenas um exercício das fantasias sexuais, não há problema. Passa a existir uma situação mais delicada quando a pessoa se isola socialmente, e restringe suas relações apenas à internet.

Na adolescência isso é muito comum, pois é uma fase de profundas mudanças e como alguns jovens possuem baixa auto-estima e um elevado grau de timidez, alguns exageram no contato virtual e passam a trocar relacionamentos sociais saudáveis por um personagem fictício de jogos eróticos ou uma conversa em um chat, por não acreditarem na sua capacidade na hora da conquista. Não são raros os casos de pessoas que se isolam para dedicar-se ao mundo virtual.
É preciso ter discernimento de tudo o que se faz e não viver em função disso, até porque, se a incapacidade de se envolver com outras pessoas sem ser pelo computador não for tratada no início, pode evoluir para a vida adulta causando um empecilho para o indivíduo fazer coisas simples como trabalhar, estudar e namorar.

As armadilhas da rede
Há pessoas que buscam algo totalmente casual, outras querem fazer contato e se o parceiro for agradável, podem passar do virtual para o real, mas com o mesmo objetivo: sexo. Há pessoas que após manter um contato de meses marcam encontros e chegado o momento de conhecer, a verdade não é nada daquilo que elas esperavam. Há muitos casos de encontros marcados pela internet com perspectivas de namoro, amizade ou trabalho, mas na realidade do outro lado estavam assaltantes, pedófilos entre outros. O criminoso joga a isca, prometendo tudo o que a vítima gostaria de ouvir, mas que ele, na verdade, jamais cumprirá.
Existe um filme de Bill L. Norton que trata bem deste assunto Every Mother’s Worst Fear (ou no Brasil, “Vitimas da internet”) onde é retratada a situação de uma menina seduzida por um homem que conheceu pelo computador e é raptada por uma quadrilha de tráfico de garotas para a prostituição. Alguém pode dizer que é exagero, porém essa prática é mais comum do que se imagina. E como nosso blog recebe a visita de pessoas de todas as idades, inclusive adolescentes, é praticamente, um alerta de utilidade pública. Ao fazer contato com algum desconhecido, independente do assunto, evite fornecer informações pessoais.

Garota Pendurada! Entrevista

Conversamos com o internauta Giácomo* que já praticou sexo virtual e conta a sua experiência, que você, leitor, acompanha agora:

Garota Pendurada! : O que te levou a fazer sexo virtual?
Giácomo: “Não seria bem o que me levou a fazer sexo virtual, não planejava fazer sexo virtual... queria conhecer pessoas "descartáveis", bater papo. Comecei entrando na sala Amigos, depois Paquera e foi indo. Aí me bateu a curiosidade de entrar na sala Sexo. Comecei trocando idéia e foi.”

GP! : Você se lembra de como foi a sua primeira experiência deste tipo, foi algo realmente prazeroso?
G: “Nem me lembro bem como foi o primeiro contato, mas lembro de ter sido bem gradual.”

GP! : Você faz sexo virtual com freqüência?
G: “Nunca mais fiz, não me atrai mais.”

GP! : Por que?
G: “Fiquei sem contato com essa prática... é como um hábito... se você fica sem praticar vai pensando melhor se vale a pena ou não.”

GP! : Qual era a sua fantasia mais assídua no bate papo? Chegou a realizar alguma na vida real?
G: “Era coisa mais rotineira, pelo menos pra mim, falava de coisas "normais", pegada, sexo oral, vaginal, anal, ejacular no rosto, mas eu não tomava as rédeas da situação. era uma coisa que rolava. Ia batendo a química e rolando os assuntos.”

GP! : Teve algum assunto que você achou bizarro e o fez parar a conversa?
G: “Assunto bizarro não, mas teve uma vez que a pessoa que teclava me fez perder a vontade de continuar o assunto. A pessoa já chegou com o papo: "coloque o seu polegar na cabeça do seu pau" eu simplesmente sai do papo. Não era aquilo que fazia. Eu não fazia sexo virtual para me masturbar, fazia para por a imaginação para funcionar... e como funciona.”

GP! : Você possuía parceiras fixas nas relações on line?
G: “Algumas já entravam me procurando, porque nos dávamos bem conversando. Eu gostava de teclar mais de uma vez com uma pessoa que havia me dado bem.”

GP! : Encontrou alguma pessoa que conheceu em chat pessoalmente?
G: “Não. Meus contatos não rompiam a barreira virtual.”

GP! : Por não ter oportunidade ou realmente queria ficar só no virtual?
G: “Acho que um pouco de cada coisa.”

GP! : Na internet algumas pessoas usam o anonimato para criar personagens ou se descrever de forma, até mesmo, exagerada. Você já mentiu sobre suas características ou se passou por alguém do sexo oposto?
G: “Sempre falei a verdade a meu respeito, a única coisa que escondi foi o meu nome.

GP! : Alguma transa pela internet chegou a ser tão (ou mais) prazerosa que na vida real?
G: “Não.”

GP! : Você acha que alguém que pratica o cyber sexo, tendo namorado ou sendo casado está traindo o companheiro? Por quê?
G: “Isso é muito relativo, depende do tipo de relação de cada um. Hoje em dia, eu não faria sexo virtual com ninguém além de minha parceira, pois o meu tipo de relacionamento com ela é completo. Agora se os dois entram em acordo de que podem fazer... isso vai de cada casal.”

GP! : Você concordaria de sua parceira fazer sexo virtual com outra pessoa e acha que ela se importaria que você fizesse?
G: “Não concordaria e acho que ela se importa sim.”

GP! : Fora a realização de fantasias, acha que o sexo pelo computador tem algo a acrescentar, no sentido de desenvolver o potencial sexual de alguém? Na vida real você se tornou mais criativo na cama após essas conversas picantes?
G: “Para mim não mudou em nada, pois sempre procurei me superar para realizar a minha parceira, tanto na vida real quanto na virtual.”
*Para preservar a identidade do entrevistado o nome foi alterado.


Agradecimentos:

Ao entrevistado Giácomo

http://cineminha.uol.com.br/
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Já ouviu falar em BULLYING ?

Talvez para você, a expressão pode ser nova, porém essa prática é muito antiga. Talvez já tenha sofrido ou, até mesmo, praticado. Saiba como enfrentar este problema.
Por Nat Valarini

Nos cinemas essa desagradável situação já foi mostrada em filmes como o clássico “Three O'Clock High” ou, “Te pego lá fora” (imagem abaixo).

Quem não se lembra da comédia que conta a trajetória desesperada de Jerry Mitchell?
Vamos a um breve resumo: a história começa com Mitchell sendo encarregado de escrever uma matéria para o jornal da escola sobre o aluno novato, Buddy Revell. Porém, ele não gosta que saibam a seu respeito. O ponto definitivo para Revell datar a "sentença de morte" do protagonista da história foi porque durante a primeira conversa que tiveram o mesmo "tocou" em Buddy. Então, Jerry Mitchell recorre a todos os meios possíveis para não ter que brigar com o valentão da escola.
Se tratando deste problema a vida não imita a arte, a realidade não é nada engraçada. Os “motivos” podem ser os mais fúteis, como os retratados no filme.
Bullying é uma palavra de origem inglesa usada para designar as diversas formas de assédio repetitivos praticados por um indivíduo contra outro “mais fraco” seja física e/ou psicológicamente, podendo ser motivada também por desigualdades sociais, para ridicularizar e intimidar o outro. Quem o pratica é conhecido como Bully. Ele geralmente escolhe sua vítima em potencial perseguindo-a com insultos sobre sua aparência, comportamento, visual, local onde reside, time para o qual torce, gosto musical, etc.
Não é uma regra, mas nota-se que na maioria dos casos, o agressor provoca pessoas com menos desenvoltura que ele, em geral, tímidas, onde consegue sucesso ao humilhar publicamente o indivíduo aplicando práticas como:

  • Agressão verbal: por meio de apelidos, xingamentos, ameaças;
  • Agressão física: que começam com “brincadeiras” agressivas que envolvem tapas, chutes empurrões, passando para o espancamento;
  • Intimidação: através de postura, olhar, chantagem;
  • Isolamento: não se relaciona com a vítima e induzindo os outros indivíduos do grupo a se portarem da mesma forma através de influência ou intimidação;
  • Boatos: Disseminação de histórias falsas sobre o colega; Críticas negativas: onde tudo o que se refere a pessoa é tratado com comentários pejorativos .
Indivíduos chegam a mudar a rotina, os lugares que freqüentam, o colégio, e até de residência para fugir da perseguição, muitas vezes, sem sucesso, pois que garantia temos de que o problema não vá surgir em outro local?

O cenário perfeito

Como podemos ver, a pessoa que passa por essa experiência ruim é massacrada e porque não dizer, torturada, de forma cruel, muitas vezes, sem oportunidade de defesa e sem receber auxílio das demais pessoas envolvidas direta ou indiretamente.

O local onde mais freqüentemente podemos notar essa situação é o ambiente escolar. Muitos pais e responsáveis não percebem ou se notam algo estranho, poucos sabem como identificar se seus filhos estão passando por essa situação ou mesmo como ajudá-los. Acredito que a forma mais clara e eficiente é observar o desempenho do estudante. Notas baixas, falta de interesse na escola, faltas sem motivo aparente, mudanças repentinas de humor, denunciam que algo não vai bem, seja bullying ou outro motivo.
É muito importante que fiquemos atentos. Procure dar apoio, inscrever a criança em outras atividades fora do colégio para que ele tenha um outro círculo de convívio social, reconheça e elogie suas capacidades para estimular sua auto-estima. Se o seu caso é de filho agressor, procure conversar de forma firme, sem violência, explicando e fazendo-o entender que suas atitudes prejudicam outra pessoa, ensine-o sobre suas responsabilidades, valorizando as suas mudanças de comportamento positivas e sinais de arrependimento que ele possa demonstrar. Lembre-se não é de maneira agressiva que vai conseguir ensinar que ele está errado. Em vários países, a direção das escolas vem desestimulando as perseguições deste tipo.

Comportamento agressivo em adultos
Ao longo da vida, as pessoas podem crescer e persistir com este comportamento na adolescência e ainda na vida adulta praticando os mesmo gestos da infância no ambiente de trabalho, com seus vizinhos, no ônibus, na política, ou seja, onde quer que o ambiente e a vítima lhe pareçam propícios. Desde pequenas, as crianças assumem o papel de agressor ou vítima, podendo, por incrível que pareça, quem um dia foi agredido tornar-se o autor dos abusos. Essa lógica parece um pouco complicada, porém, alguns tornam-se agressivos e passam a atacar para se defender e, inconscientemente, agir assim para passar ao grupo uma imagem de intimidação e evitar que sejam molestados novamente. Já em outros casos, ainda mais graves, quem é atormentado sucessivas vezes, pode desenvolver problemas psicológicos graves, como por exemplo, a depressão. As vítimas podem chegar a cometer atitudes extremas como o suicídio ou mesmo assassinato daqueles que o atacam. Logicamente cada caso diferente, mas é verdade que essa prática traz danos para o resto da vida.

Internet, griefers e o cyber bullying: uma arma.
A rede mundial de computadores tem sido usada ativamente para espalhar de modo mais eficiente as perseguições. Donos de blogs e usuários de sites de relacionamentos vem sofrendo ataques semelhantes aos relatados acima, mas aqui os griefres (como são conhecidos na atmosfera virtual) ganham a vantagem de se esconder no anonimato ou por trás de outra identidade, além do que, as ofensas são divulgadas com uma velocidade impressionante além de serem perpetuadas. Um dos casos que mais me chamou atenção foi o da a adolescente americana Megan Meier, que após receber mensagens depreciativas de um personagem fictício criado por suas vizinhas no site de relacionamentos My space matou-se enforcada com um cinto aos de 13 anos de idade no ano passado.

Acima, foto de Tina Meier, mãe de Megan, segurando o retrato de sua filha que se matou ao ser vítima de griefers.
Abaixo, Lori Drew, uma das vizinhas de Megan Meier. Ela e sua filha foram responsáveis pelo cyber bullying. Foto: ABC News

Gregory Brown, especialista em suicídio na Universidade da Pensilvânia, afirmou que humilhação pública pode influenciar um suicídio porque "a desesperança é muitas vezes um sério fator de risco, e caso você tenha sido publicamente humilhado e sua reputação tenha ficado marcada, seria fácil chegar a um estado de desesperança". Situações como essa, ele afirma, contribuiriam para a sensação de que a vida é intolerável.

GAROTA PENDURADA! ENTREVISTA
Conversei com uma vítima de Bullying. Nossa entrevistada, que prefere se identificar apenas como “M.” relata sua experiência:

GAROTA PENDURADA!: Como tudo começou, em qual local?
M.: “Na escola. Acho que após ter perdido meu pai, fiquei melancólica por um tempo. Comecei a sentir dificuldade em me abrir, eu era tímida e não levava jeito para esportes. Acho que eu não era o padrão de pessoa que eles esperavam. Isso foi um prato cheio para as perseguições começarem. Eu estava na 6ª série”.

GP!: O que seus colegas faziam com você?
M.: “Me humilhavam de todas as formas, colocavam apelidos, falavam das minhas roupas, jogavam coisas em mim em plena aula.”

GP!: Durante a aula? O que os professores faziam?
M.: “Os professores não diziam nada. Pediam silêncio para prosseguir com a aula e só. Diariamente todo mundo via o que eu passava, eram omissos. Ninguém me ajudava, aquela humilhação era constante.”

GP!: Uma característica do Bullying é a propagação de boatos, isso ocorreu com você?
M.: “Sim. Uma garota chegou a inventar que eu gostava de um colega de sala, e ele ao ouvir isso, começou a me perseguir também. A única “amiga” que fiz na sala se afastou de mim devido aos comentários que faziam.”

GP!: Como você encarava aquela situação?
M.: “Minha vida se transformou num inferno. Eu chorava muito sozinha. Não conseguia me sentir bem, vivia triste, me tornei um pessoa deprimida. Sei que algumas pessoas vão ler isso e provavelmente dizer: ‘A culpa é sua, por que não reagiu, por que deixou?’ Mas a coisa toda não é tão simples assim, para quem está de fora é muito fácil falar. Eu estava passando por problemas familiares muito grandes e estava super fragilizada. De início sentia medo de revidar e acontecer algo. E na verdade aconteceu.”

GP!: O que aconteceu?
M.: “Estudava à tarde de segunda a sexta. As aulas de Educação física eram feitas duas vezes por semana no período inverso. Durante um jogo de vôlei pela manhã, uma das meninas começou a me chamar por apelidos. Estava farta de tudo aquilo e dessa vez eu não agüentei e respondi a ela, ao invés de ficar calada como sempre fazia. À tarde, antes da aula começar, ela chegou à minha mesa e me deu um soco. Fui à direção denunciar, pois não suportava mais aquilo, ela foi chamada para conversar com os coordenadores do colégio.”

GP!:E o que medidas o colégio tomou, surtiu algum efeito na forma como seus colegas a tratavam?
M.: “Deram uma advertência verbal. Conversaram com ela explicando que não poderia fazer aquilo. Ela disse que me bateu porque de manhã eu a xinguei. Falei para a coordenadora que desde o início do ano letivo ela e outros colegas me perseguiam, contei toda a história. Ela disse a garota que se aquilo se repetisse iam tomar medidas contra ela. Ao menos não fui mais agredida fisicamente, mas aquilo não parava. Acho que a ação do colégio não foi muito efetiva, pois tudo estava na cara deles o tempo todo e deixaram a coisa acontecer. Além do que acho que para parar essas ações de bullying não basta ameaçar o agressor com punições, o corpo docente tem que trabalhar em cima de educação e respeito ao próximo, princípios básicos de caráter, sabe? A escola não serve apenas para ensinar fórmulas e regras de português, ela deve atuar na formação do cidadão também. Todos os anos vejo novos casos parecidos ou até piores que o meu e não vejo um empenho de verdade do corpo docente, no caso das agressões praticadas nas escolas. Mas o que esperar de uma escola pública onde você mal consegue ver as matérias da grade curricular porque falta material, profissionais, onde todos os anos há greve de professores. Você acha que eles estão realmente preocupados com isso? São raras a exceções.”

GP!: De um modo geral, como isso afetou sua vida?
M.: Eu perdi o ânimo para comer e para ir a escola, não tinha alegria de viver. Comecei a faltar, em especial as de educação física, buscava fugir da situação da forma como podia. Minhas notas caíram sem parar, até que eu reprovei de série.”

GP!: E sua família sabia o que acontecia? Notaram algo de estranho, devido ao seu desempenho ter caído tanto a ponto de reprovar?
M.: “Não contei para ninguém. Eu tinha muito medo. Uma bobagem, ‘né’? Não sei se poderia ter sido diferente se contasse, já passou. Minha mãe ficou chateada por eu não ter sido aprovada na 6ª série, achou que foi falta de interesse nos estudos, ela não sabia. Mas para mim foi um alívio, pois este colégio público em que eu estudava as séries se alternavam de turno: pela manhã era a 7ª à tarde a 6ª série. Então apesar de saber que para mim repetir um ano era um longo tempo perdido, por outro lado eu me vi livre de conviver com aquelas pessoas que me maltrataram tanto, sem motivo algum.”

GP!: O que sente por aqueles que fizeram tudo aquilo contigo?
M.: Durante muito tempo senti muito ódio deles e ficava muito triste quando vinham os fleches de memória dos insultos. Jamais entendi sua motivação, porque fizeram aquilo logo comigo, entende? Nunca lhes fiz mal. Mas superei, recuperei minha auto-estima.”

GP!: E o que a ajudou a superar? Como está sua vida hoje?
M.: “Em primeiro lugar DEUS. Bom, eu acredito. Tenho fé. O tempo passou, as feridas cicatrizaram, vivendo adquiri maturidade. Vi que não sou nada daquilo que falavam a meu respeito. Acho que faziam aquilo porque eu era imatura. Porque queriam se mostrar fortes, mas na verdade alguns são tão fracos que precisam se sobressair em cima de alguém frágil para mostrar que são alguém eles buscam se auto-afirmar. Descobri que há em mim uma força para lutar pelos meus objetivos. Hoje em dia não deixo palavrinhas negativas me desanimarem. Sou realista e consigo separar a crítica construtiva (que pode me ajudar a crescer) de insultos e coisas do tipo."

GP!: Que mensagem gostaria de passar para quem pratica essas agressões e também para os que sofreram o mesmo que você ou passam por isso hoje?
M.: "Bom, não sei o motivo pelo qual o bully, griefer, etc. age assim, porém eu digo que a atitude é errada. Nada Justifica nada, pode explicar, mas não justifica. Quero dizer que, se a pessoa tem uma família desestruturada, um dia difícil, um problema, não é descontando isso em alguém que a situação será resolvida. Nós não sabemos como vamos estar amanhã. De repente o agressor de hoje pode vir a ser vítima. Eu espero, de coração que isso não aconteça, eu vivi isso e garanto que não é algo bom, tomara que eles aprendam isso de outra forma. E para quem está sendo perseguido, digo que não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda. Não deixe que te massacrem. Você não é obrigado a aceitar essa situação, evite que isso evolua.”

Agradecimentos:
M.
Wikipédia
Observatório da infância e demais colaboradores.

Para saber mais:

O OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA traz textos interessantes sobre o assunto e disponibiliza uma atividade para testar o que você sabe sobre o assunto. Imprima, leia e complete: http://www.observatoriodainfancia.com.br/IMG/pdf/doc-214.pdf
Site SeguraNet traz dicas aos pais para ajudarem seus filhos a burlar o cyber bullying: http://www.seguranet.pt/index.php?section=39



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